terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Natal/2008 - Dourado

PROGRAMAÇÃO DE NATAL

DOURADO/2008.


Dia 17/12 – Apresentação do Grupo de Coral e Teatro Juvencris;


Dia 18/12:

  • Apresentação do Grupo de Dança de Rua de São Carlos;

  • Banda Marcial de Dourado e;

  • Grupo de Violão Corda e Som.


Dia 19/12 – Apresentação da Banda Marcial da 3ª Idade do SESI de Jaú.


Local das Apresentações: em frente à Prefeitura Municipal de Dourado.

Horário: 20 horas.





Grupo de Violão Corda e Som






Grupo Juvencris





Banda Marcial de Dourado.




Colaboração: Departamento de Esportes e Turismo de Dourado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Campeonato Regional: "Douradinhas F.C."

FUTEBOL FEMININO

Jornal “O Dourado”, Edição nº 36 de 3 a 9 de Setembro de 1997.


Jogando domingo, dia 24 de agosto, amistosamente na cidade de Santa Lúcia contra a equipe do Internacional F.C., as Douradinhas F.C. conquistaram dois grandes resultados, fazendo “barba e cabelo” na equipe local.

Na preliminar – Douradinhas (3) Internacional (1), no jogo principal (3) a (2) para as nossas meninas, que contaram com as seguintes atletas: Douradinhas B: Micheli, Mariana, Mirian, Renata, Silvana, Cris, Marcela, Vivi, Neli, Erli, Patrícia, Adriana, Simone, Fabiana.

Gols de Erli, Marcela e Mariana.

Douradinhas A: Erli, Vanessa, Joice, Érika, Madona, Fernanda, Cibeli, Thaís, Aliane (piolho), Tati, Jú, Micheli, Cris, Mariana, Silvana.

Gols de: Cibeli, Tati, Madona.

As Douradinhas agradecem a Prefeitura Municipal de Dourado na cessão do transporte, colaborando e tornando possível os jogos em cidades vizinhas.

Domingo as Douradinhas estreiam no Campeonato Regional, contra as meninas da cidade de Bocaina, o jogo será em campo adversário.

O Jornal O Dourado, deseja um bom jogo e muitas vitórias neste Campeonato Regional de Futebol Feminino.





Jornal “O Dourado”, Edição nº 37 de 13 a 19 de Setembro de 1997.

Campeonato Regional

As Douradinhas vencem seu primeiro jogo do Campeonato Regional.

Jogando em Jaú domingo p.p., as meninas de Dourado conseguem uma brilhante vitória contra a equipe do Unidos do São José.

As garotas douradenses não levaram em conta o campo adversário e venceram por (1) tento a (0) com gol de Cibele. O Unidos do São José não conseguiu deter, mesmo jogando em casa, a determinação e a garra do time da cidade coração.

Bom começo, que mostra o trabalho sério do Sílvio e do Lando, que trabalham com amor e carinho na preparação da equipe.

As Douradinhas contaram com as seguintes jogadoras: Erli, Vanessa, Érika, Joice, Madona, Fernanda, Aline, Aliane (Piolho), Cibele, Tati, Thais, Michelli, Cris, Mariana, Jú e Silvana.

Outros resultados: Caic Juventude (2), Airosa Galvão (2), Pederneiras (10), Bocaina (1).

As integrantes do Douradinhas F.C. cumprimentam as colegas aniversariantes do mês de setembro: Cibele, Aline, Thaís, Aliane (Piolho) e a mascote, Marina, abraços de Sílvio e Lando e também do “O Dourado”.





Jornal “O Dourado”, Edição nº 38 de 20 a 26 de Setembro de 1997.


Jogando amistosamente no domingo, as Douradinhas conquistaram mais duas brilhantes vitórias frente as equipes femininas do Internacional da cidade de Santa Lúcia.

Na preliminar, 2 tentos a 1, Mariana marcou os dois tentos da vitória douradense.

Participaram dessa vitória, as seguintes meninas: Aline, Mariana, Michele, Mirian, Silvana, Cris, Patrícia, Juliana, Erli, Thaís, Marcela, Renata, Adriana, Vivi, Tonha.

No jogo principal, o escore foi mais dilatado, foram marcados 6 tentos, sendo 4 para as Douradinhas e 2 para Santa Lúcia.

Os gols do time local foram conquistados por Cibele (1), Aline (1), Tati (2), que jogou com Erli, Vanessa, Joice, Erika, Madona, Fernanda, Cibele, Aliane (Piolho), Aline, Tati, Thaís, Jú, Cris, Michele e Silvana.

As Douradinhas agradecem ao Posto do Rubinho pelo patrocínio dado a equipe do nosso futebol feminino.



Congratulações ao Sr. José Miguel Demeti por colaborar na preservação da memória histórica da cidade de Dourado.




terça-feira, 25 de novembro de 2008

DOURADINHAS 1 X 9 PEDERNEIRAS

Jornal “O Dourado” Edição nº 29 de 05 de Julho de 1997.

Jogando domingo na cidade de Pederneiras, as meninas Douradenses sofreram um reves acachopante: 9 X 1 para a equipe local, que mostrou estar bem preparada na prática desse esporte que traz cada vez mais simpatizantes femininas. Nossas jogadoras ainda estão aprendendo e uma derrota dessas serve de lição para os próximos jogos.

Jogaram no time de Dourado:

Primeirão.

1- Michele 2- Vanessa 3-Michelão 4-Andreia 5-Erli 6-Andreia Madona 7-Cibele 8-Aliane Piolho 9-Tati 10-Aline 11-Thaís.


Segundão.

1-Erli 2-Mariana 3-Magali 4-Joice 5-Silvana 6-Fernanda 7-Marcela 8-Viviane 9-Micheli 10-Juliana 11-Erika 12-Marcia 13-Patrícia

14-Cristiane 15-Tonha.


FUTEBOL FEMININO

Jornal “O Dourado” Edição nº 30 de 12 de Julho de 1997.


Realizou-se domingo no Estádio do Parque São Pedro, a primeira estapa do torneio de futebol feminino de Dourado.

São participantes as equipes de Pedro Alexandrino A e B e Douradinhas A e B.

No primeiro jogo a equipe das Douradinhas A venceram a representação de Pedro Alexandrino pelo escore de 4 tentos a 0, com gols de Aline (3) e Tati.

As Douradinhas A contaram com as seguintes atletas: Michele, Andréia (Madona), Michely, Andréia, Vanessa, Aline, Aliane, Cibele, Tati, Thaís, Erli, Cristiane e Patrícia.

Pedro Alexandrino jogou com as seguintes atletas: Érika, Renata, Elaine, Rosely, Toninha, Sheila, Roberta, Graciela, Adriana, Vanessa, Paula, Paulinha, Daiane, Técnico Hilário.

O segundo jogo contra a equipe B das Douradinhas as meninas de Pedro Alexandrino perderam pelo escore mínino, “endurecendo” o jogo para o quadro local.

Escalação do B das Douradinhas: Erli, Mariana, Magali, Joice, Fernanda, Silvana, Juliana, Marcela, Tonha, Érika, Viviane, Renata e Márcia. Gol de Juliana.

Próximo domingo, amanhã as 9:00, Douradinhas A X Douradinhas B.




Jornal “O Dourado” Edição nº 34 de 16 a 22 de Agosto de 1997.

As Douradinhas, equipe de futebol feminino, disputou e venceu mais uma partida amistosa de futebol. Desta vez o adversário foi a equipe das meninas da vizinha cidade de Trabijú.

As Douradinhas levaram a melhor e venceram por 4 tentos a 3, gols da “matadora” Aline (3) e Tati (1).

As meninas, no transcorrer do jogo efetuado em homenagem aos pais pelo seu dia, os agraciaram com pequenas lembranças num gesto bem marcante, que só o esporte pode proporcionor na mente de seus participantes. Parabéns aos pais dessas meninas que praticaram o futebol com bastante alegria e seriedade, parabéns as atletas do Douradinhas que numa data tão dignificante proporcionaram além do espetáculo futebolístico um gesto de amor e afeto aos país, Parabenizamos também Sílvio e Lando que com dedicação e seriedade orientam as garotas nessas ações saudáveis.

Participaram desse jogo as seguintes craques: Michele, Vanessa, Madona, Joice, Erli, Fernanda, Thaís, Aliane (Piolho), Aline, Tati, Cibele, Cris, Ju, Silvana.

As Douradinhas, cumprimentam sua colega Andréia (Madona) pelo seu aniversário transcorrido dia 9 de agosto passado, com abraços de Sílvio e Lando e parabéns do Jornal “O Dourado”.



Congratulações ao Sr. José Miguel Demeti por colaborar na preservação da memória histórica da cidade de Dourado.




terça-feira, 18 de novembro de 2008

Futebol Feminino


"AS DOURADINHAS"


Jornal “ O Dourado ” Edição nº 26 de 14 de Junho de 1997.



Jogando em Brotas as Douradinhas golearam impiedosamente as representantes daquela cidade.

A escore mostra a superioridade das meninas Douradenses, nove gols foram marcados contra a meta das Brotenses, sendo que a goleira visitante não sofreu nenhum gol.

Nove a zero, placar que mostra o trabalho eficiente de Sílvio e Landinho no preparo das garotas de nossa cidade.

O futebol das meninas cresce jogo após jogo, graças a seriedade que elas encaram, o projeto esportivo.

Quem sabe o exemplo e dedicação passe a funcionar em outros departamentos esportivos douradenses, principalmente o futebol.

O elenco das Douradinhas contou com as seguintes atletas: Michele, Vanessa, Michelão, Andréia (Madona), Erli, Joice, Aline, Aliane, Cibele, Tatiane, Thaís, Érika, Juliana e Silvana, gols de Tati (4), Aline (4) e Cibele.

As Douradinhas Futebol Clube, cumprimentam Marcela Castilho pelo seu funcionário, realizado no dia 4 de junho, desejando-lhe muitas felicidades. Com abraço de Sílvio e Lando.






DOURADINHAS EM AÇÃO

Jornal “ O Dourado ” Edição nº 28 de 28 de junho de 1997.

Foi realizado, domingo dia 22 um grande torneio de futebol feminino, onde doze equipes se fizeram presentes.

O torneio foi promovido pelo CAIC 15 de Agosto de Jaú.

Foi muito boa a apresentação das nossas meninas que entre doze participantes conquistou o 4º lugar, suplantando equipes com mais tempo de existência e por conseguinte preparação.

Os quadros dos participantes foram os seguintes:


CAIC Juventude (a) Jaú

CAIC Juventude (b) Jaú

Botucatu

Pederneiras (a)

Pederneiras (b)

São José (Jaú)

Bananal (representando Bocaina)

Pedro Alexandrino

Barra Bonita

Itapuí

Mineiros do Tietê

Douradinhas


Colocação, Botucatu 1º lugar, São José 2º lugar, Barra Bonita 3º lugar, Douradinhas 4º lugar.

As Douradinhas foram representadas pelas seguintes atletas: Michele – Andréia (Madona) – Michelly – Andréia – Erli – Vanessa - Aline – Aliane (piolho) – Cibele – Tati – Thais – Joice – Mariza – Magali – Marcela e Érika.

Atletas do Douradinhas aniversariantes do mês, Vanessa dia 04, Marcela dia 17, receberam com muita alegria os abraços de suas colegas, dos familiares, também do Sílvio e do Lando, e não pederia faltar os votos de muitas felicidades do Jornal “O Dourado”.






ARQUIVO E PESQUISA – CASA DOS PAPÉIS – Rua Cel. Francisco Martins Bonilha, nº 270.

Congratulações ao amigo Sr. José Miguel Demeti por colaborar na preservação da memória histórica da cidade de Dourado.



quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Douradinhas.


O Blog de Dourado não podia deixar de fazer aqui uma singela homenagem ao esporte, e principalmente as “douradinhas”. Uma equipe formada pelas jovens douradenses que protagonizou o futebol feminino em Dourado e região por volta de 1997 a 2000. Com recursos próprios sensibilizaram fãs que ainda lembram das suas façanhas percorridas num esporte antes figurado apenas pelos homens. Chegaram a conquistar títulos, participando de torneios e campeonatos regionais, tendo sido reconhecido como melhor time feminino da região.
Vale ainda ressaltar que a amizade dessas jovens serviu de exemplo para outros jovens que o esporte traz um divertimento sadio e que a vitória maior é da confraternização que propiciou momentos inesquecíveis de lazer a toda comunidade nos finais de semana.

Agachados da esquerda para direita; Erli, Andréia (Madona), Juliana, Joice, Fernanda, Cibele, Eliane (Piolho) e Marcela.
Em pé da esquerda para direita; Sílvio (Técnico), Michele, Taís, Andréa, Silvana, Vanessa, Michele, Aline, Tatiana e Maurício (treinador/roupeiro).




Uniforme Oficial: Camisa Azul, shorts azul e meias azuis. Vinha escrito no uniforme “Douradinhas” e abaixo o desenho do peixe dourado.
Jornal “ O DOURADO” - Edição nº 20 de 19 de Abril de 1997.
DOURADINHA FUTEBOL CLUBE
As meninas de Dourado estão limpando a barra do Futebol Douradense pois, diferente dos “marmanjos” que perderam, elas golearam em campo adversário.
1º Jogo – Dia 13/04/1997
Douradinhas 8 X Pedro Alexandrino 2.
As equipes estiveram assim escaladas:
Douradinhas: Michele, Erika, Vanessa, Marcela, Michele, Andréia, Andréa, Erli, Fernanda, Joice, Gisele, Silvana, Aline, Thaís e Juliana.
Pedro Alexandrino: Katia, Graciela, Nilv, Toninha, Sheila, Renata, Camila, Marilda, Erika, Camila, Elaine e Gorila.
Os 8 gols das Douradinhas foram marcados por Tati e os 2 gols do Pedro Alexandrino foram feitos por Erika.

Assistente: Solange Paula Antonio.
Técnico: Sílvio Eduardo Pereira Gomes.
Preparador Físico: Orlando Hermenegildo.


Jornal “ O Dourado ” - Edição nº 21 de 26 de Abril de 1997.

DOURADINHAS 4 x 2 TRABIJÚ

Os gols foram marcados por Tati 2 e Aline 2.
As Douradinhas jogaram e ganharam com: Michele – Vanessa – Michelão – Andréia – Erli – Fernanda – Aline – Aliane – Cibele – Tati e Thaís.
Estiveram na suplência: Érica – Marcela – Joice – Juliana e Andréia.

Próximo jogo:
Douradinhas X Ribeirão Bonito, domingo no Parque São Pedro.


Jornal “ O Dourado ” - Edição nº 22 de 03 Maio de 1997.

As Douradinhas continuam invictas.

Jogando domingo à tarde no Parque São Pedro, as meninas pebolísticas conseguiram mais um bom resultado ao empatar com a equipe feminina de Ribeirão Bonito em dois a dois.
O resultado foi bom, visto que a equipe da cidade vizinha, pratica a mais tempo o futebol feminino.
Grande público compareceu ao Parque São Pedro, prestigiando e proporcionando uma renda satisfatória, que contribuirá para a aquisição de materiais esportivos, (as meninas estão jogando com fardamento emprestado).
O time das Douradinhas contou com as seguintes jogadoras: Erika, Vanessa, Michelão, Andréia, Erli, Fernanda, Cibele, Aliane, Aline, Tati, Thaís, Micheli, Silvana, Andréia, Marcela, Juliana e Joice.
Os gols do quadro local foram marcados por Aliane e Tati.
As meninas de Ribeirão Bonito contaram com Nanhã, Keila, Thais, Kati, Denise, Elaine, Micheli, Dú, Solange, Vera, Daniela, Kelli, Lindinha e Elaine.
Gols de Elaine e Vera.
As Douradinhas aproveitam o espaço e cumprimentam a companheira Michelly Barbosa, pelos seus quinze anos, comemorado dia 29 de abril e também os abraços do Sílvio e Lando.
Em tempo – Douradinhas F.C. agradece as Farmácias Morauki e Gerson, pelos medicamentos doados ao time.


Jornal “ O Dourado ” - Edição nº 24 de 17 Maio de 1997.

DOURADINHAS 4
X
PEDRO ALEXANDRINO 0

As Douradinhas continuam invíctas. Desta vez a vítima foi a equipe de Pedro Alexandrino.
Antes do jogo principal, as meninas Douradinhas homenagearam as mães, com entregas de flores, abraços e beijos. Foi um momento bastante emocionante e exemplar; mostrando toda a ternura do sexo (frágil) feminino.
Público numeroso compareceu e prestigiou as meninas. Parabéns Sílvio e Lando.
As Douradinhas jogaram com: Michele, Vanessa, Michelão, Andréia, Erli, Fernanda, Cibele, Aliene, Aline, Tati e Thaís.
Reservas: Érika, Marcela, Juliana, Silvana, Joice e Andréia (Madona).
Gols: Tati 3, Aline 1.
Segundão
DOURADINHAS 1
X
PEDRO ALEXANDRINO 0

As Douradinhas jogaram com: Érika, Mariana, Magalí, Joice, Patrícia, Silvana, Erikinha, Viviane, Juliana, Liliane e Marcela.
Reservas: Márcia, Michele e Renata.
Gol de Juliana.
Douradinhas Futebol Clube cumprimenta a jovem Patrícia Marcondes pelo seu aniversário realizado dia 11/05/1997 desejando-lhe muitas felicidades.
Com abraço de Sílvio e Lando.
ARQUIVO E PESQUISA – CASA DOS PAPÉIS – Rua Cel. Francisco Martins Bonilha, nº 270.
Congratulações ao amigo Sr. José Miguel Demeti por colaborar na preservação da memória histórica da cidade de Dourado.



Vejam também neste blog:











terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Fim da Cia Douradense.


Arquivo Especial Jornal: Cidade de Bocaina, maio/2003.
A opção do Brasil pelo transporte rodoviário, sempre criticada por especialistas, começou a tomar maior impulso durante os governos militares que se instalaram no país a partir de 1964. O país viveu, a partir de então, uma verdadeira febre na abertura de rodovias, culminando, inclusive, com o delírio da Transamazônica, a tentativa de se cortar a Amazônia por uma rodovia, que mais tarde acabaria sendo engolida pela própria floresta.
Se por um lado essa opção preferencial pelo transporte rodoviário serviu como impulso definitivo para o desenvolvimento da então incipiente indústria automobilística e também foi responsável pela integração à vida econômica brasileira de regiões isoladas de um país com dimensão continental, por outro, representou o golpe de misericórdia na já deficitária malha ferroviária nacional.
Quando foi encampada pela Companhia Paulista, entre 1947 e 1949, a Douradense já contava com 350 quilômetros de linhas.
Em 1964 ocorreu a estatização da Paulista e, a partir daí, tudo começa a mudar, com o fechamento de vários de seus trechos. No dia 25 de agosto daquele ano o tráfego do ramal Jaú-Dourado foi suprimido, tendo os seus 40 quilômetros e meio de trilhos e acessórios sido retirados no dia 5 de dezembro seguinte. O ramal de Dourado foi o seguinte a desaparecer. O motivo alegado, nos dois casos, para a extinção dos ramais, foi o fato de serem antieconômicos. A função social da ferrovia não mais interessava. O curioso é que ela era importante enquanto a Paulista era uma empresa privada. Quando passou a ser de propriedade do governo, isto não valia mais.
Em 23 de dezembro de 1966, pouco mais de dois meses após o fechamento do ramal que passava por Bocaina, extinguiu-se o tráfego no trecho entre Ibitinga e Novo Horizonte, que era justamente o trecho mais novo da Companhia, que não chegaria a atingir trinta anos de existência, tendo recebido melhorias poucos anos antes.
O encerramento definitivo das atividades da Companhia Douradense, depois Paulista, ocorreu em janeiro de 1969, com a eliminação do trecho de 148 quilômetros entre São Carlos e Ibitinga, que segundo as explicações oficiais da época, "não apresentava condições de recuperação".
Esse trecho já tinha autorizada a sua desativação por um decreto de novembro de 1966, portanto mais de dois anos antes, mas sobreviveu até 1969. (PJT)
Fotos Aéreas das Estações:



Aérea das ofícinas de Dourado:



Pedra Branca



Tabatinga - Curupá




Trabijú


Boa Esperança do Sul.




Pedro Alexandrino.



Chave Macaia.



Posto Rangel.


Usina Itaquerê.



Fonte de Pesquisa, dados, informações, fotos e documentos no site http://br.geocities.com/cefdourado/ , colaborador: Alberto Henrique Del Bianco (Curador do Museu virtual da Cia. Douradense).



terça-feira, 28 de outubro de 2008

Conheça nossas ruas


Conheça nossas ruas e
a origem dos seus nomes
Rua Dr. Marques Ferreira, começa na Rua Bernadino de Campos e termina na Avenida da Saudade.


Esquina da Rua Dr. Marques Ferreira com a 15 de Novembro, em dia de procissão, também com Placa de cinema, à direita Casa Gulla(hoje Alexis Assuad)Foto foi batida do sobrado da Padaria Roma - Acervo:Coleção Álbum Dourado/Laurindo Gennari.
Compartilhada pelo Facebook com Déo (Set/2013).
 




Rua Dr. Marques Ferreira, ainda com os paralelepídedos, em dia de Festa de São João Baptista - 07/1961 - Banda de Rio Claro. Do lado direito, Padaria e Confeitaria Aurora, A Vencedora(de Irmãos Tavano)-Chapéus Cury e na esquina Selaria Brasil de Luiz Valente.Do lado esquedo a Alfaiataria do Totó Mangini e na esquina Silvio Ortega.
Compartilhado pelo facebook por Júlio D’avoglio e Deo Demeti em 29/08/2013.



 Posto Policial de Dourado em 25 de abril de 1933.


Fotos Atuais.



Doutor João Baptista Marques Ferreira, natural da Bahia, médico operador – domiciliou-se em Dourado em Janeiro de 1912.
Faleceu em 02 de julho de 1920, com 35 anos de idade, motivado por um acidente com seu automóvel, atingido por um trem numa passagem de nível ferroviário.
1 – Foi Vereador no triênio de 1917/1919 e Vice-presidente da Câmara Municipal nos três anos.
2 – Elegeu-se novamente Vereador para o triênio de 1920/1922, o
cupando novamente o cargo de vice-presidente até o seu falecimento ocorrido em 02 de julho de 1920.
Sua residência e consultório era na antiga Rua Dr. Mello Peixoto, rua esta que por indicação do Prefeito da época, Alfredo Augusto de Araújo, passou a denominar-se a partir de 22 de julho de 1920 “Rua Dr. Marques Ferreira”.


Pesquisa: CASA DOS PAPÉIS dia 28 de abril de 1999.
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Rua Dr Marques Ferreira esquina com a Rua Dr. Francisco Borja Cardoso.
Colaboração: Marly Tereza Colagrossi Foschini.
Uma homenagem a Casa Colagrossi fundada em 1897.

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Rua Doutor Francisco Borja Cardoso.


Esta rua não só pelo nome que ela tem, já teria um significado muito grande na história de Dourado, senão também ter sido o endereço de nossa querida e saudosa “COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DO DOURADO”, símbolo maior do progresso de Dourado do início até a metade deste século, dando um destaque sem igual junto a todas as cidades da região, carinhosamente denominada “DOURADENSE”.
Trazendo a este logradouro uma movimentação de pessoas, umas apressadas para o embarque e outras que desembarcavam, ficavam a admirar e ao mesmo “matar” saudade de um retorno à suas casas; também aos tradicionais viajantes que aqui vinham para todo e qualquer tipo de comércio; o movimento de vai e vem das carroças, depois os caminhões de aluguéis, despachando os produtos de nossa terra, que seguiam para todos os cantos do país, inclusive o tradicional café aqui produzido e exportado. A sua primeira denominação oficial foi “Rua nº7” de acordo com a Lei Municipal nº 4, de 24 de dezembro de 1897, por iniciativa do vereador e intendente Maximiliano de Oliveira Sampaio. Em 05 de fevereiro de 1904, de conformidade com a Lei nº 9, no período da intendência do Capitão Calmélio Caldas, passou a denominar-se “Rua Silva Jardim”.

Finalmente em 17 de abril de 1956, por força de Lei Municipal nº 226, por indicação do vereador Izidoro Munhoz e gestão do Prefeito Moacyr Penteado Toledo, tendo justificativa: “homenagem e pagamento de pequena parte da imensa divida de gratidão que o povo de Dourado contraiu para com o tão ilustre, que em vida tudo fez pelo engrandecimento de nossa terra e bem estar da população”; passou a denominar-se “RUA DOUTOR FRANCISCO BORJA CARDOSO”.

Com dificuldade conseguimos encontrar a biografia do “Dr. Borja”, recolhemos através de publicações de jornais douradenses da época, artigos que noticiavam as muitas homenagens que recebeu em vida, ou seja: pela passagem de seu aniversário, por méritos no exercício da medicina e na sua vida pública, social e política. Natural da Bahia, nascido em 10 de outubro de 1892, e aqui morreu em 06 de agosto de 1954.

Era médico operador/parteiro, tendo chegado em Dourado no ano de 1921, para substituir o Dr. Marques Ferreira falecido em 1920, sendo também médico da “Douradense”. Entrou na política, tornando-se um dos seus maiores expoentes, tendo ocupado os seguintes cargos: Vereador: de 15/01/1926 á 17/10/1927, sendo inclusive Presidente da Câmara; por decretação do Estado por Getúlio Vargas, ocupou o cargo de Prefeito, nos seguintes períodos: de 18/11/1930 á 26/07/1932; de 03/10/1932 á 12/10/1932; de 29/10/1932 á 20/09/1933; de 03/11/1935 á 18/03/1938 e, de 09/12/1938 á 17/06/1940; com a introdução das eleições em 1947, foi eleito vereador para o período de 01/01/1948 á 31/12/1951, foi eleito vereador da Câmara, mas renunciou em 22/10/1948; reeleito para o período de 01/01/1952 á 31/12/1955, afastou-se por motivos de sáude em 07/08/1953.
Homenagens:
I)Homenagem dos ferroviários da C.D., de Dourado e Trabijú, na passagem de seu aniversário em 10/03/1933, com a entrega de “crayon” fothográfico, que com impecável capricho e arte foram executadas pelo Sr. Bandeira de Abreu, além de uma festa surpresa e abrilhantada pela afinada corporação musical, regida pelo Sr. João Zanetti.

Discurso do Sr. Domingos Pisani:
"Dr. Borja Cardoso, Meus Senhores.
Desobrigando-me da difficil, mas honrosa incumbência de vos saudar, em nome dos ferroviários que labutam nas Officinas e nos Escriptórios da Locomoção e Tração, da Cia. Dourado, sinto um que de extrema alegria invadir o meu espírito, que nas transcendências do tumultuário viver terreno, está tão só acostumado ao trabalho aferrado em busca do pão material, excepto nas horas de lazer em que elle busca também, o pão espiritual. A offerenda que nesta hora acabais de receber é o tributo sincero de alguns dos ferroviários vossos amigos, é bem o penhor de gratidão que elles vos devem que muito que tendes feito dentro da orbita da vossa profissão, e dentro da incomparável bondade que sempre presidiu os vossos passos nesta terra que escolhestes para vossa residência e para o campo de vossas actividades de médico, cujo sacerdócio é padrão de virtudes do mais anhelado dever humano. Sentimo-nos neste momento, num verdadeiro mundo de alegrias que não são fugazes, mas que são expressões reaes de um mundo de felicidades.
A etapa que hoje conquistas do borborinho intenso da vida terrena, significativa bastante para vós e para todos que vos querem com amor e com carinho, é para nós alguns dos ferroviários da Cia Dourado, também bastante significativa. Ella representa-nos tudo o que tendes feito para minorar as nossas dores materias, assim como moraes. Ella se nos afigura com o prélio que conquistastes na grande arena do saber.
Sois digno de mais elogios, mas de minha parte e dos meus companheiros que ora represento, penso ter cumprido, apenas almejando-vos, e que recebais a offerenda que ora vimos de fazer-vos”.
(A UNIÃO – 22/10/1933).

II) DR. BORJA CARDOSO – Resumo extraído do “O JORNAL” nº 8 – 1939.
"O Sr. Dr. Francisco Borja Cardoso, já por várias vezes, na investidura do cargo de Prefeito Municipal de Dourado, tem dado provas cabais dos seus inegáveis esforços para o desenvolvimento deste município.
Entre as obras e inúmeras providências de elevado valor administrativo procedia durante a sua gestão, poderão ser citadas as seguintes: Por ocasião da sua primeira posse do cargo de Prefeito, determinou o levantamento e prática de novo plano de escripturação; collocou em dia o funcionalismo público que, de há muito, se achava atrasado, e o Paço Municipal que se encontrava apenas no arcabouço, foi terminado interna e externamente, dotando de mobiliário completamente novo. Tempos depois fez surgir o moderno jardim, todo calçado e bem iluminado, adornando o Paço Municipal. E com respeito a melhoramentos de interesse imediato dos munícipes, foram estes os procedimentos: guias e sarjetas em diversas ruas; a remoção do lixo passou a ser feita com o accrescimo de dois chiculos de tracção animal; construção da ponte sobre o Ribeirão do Bebedouro; reforma completa da ponte sobre o Rio Jacaré; Iluminação moderna e mais efficente para o Jardim da Matriz, remodelação e higienização do Cemitério e do Matadouro; perfeita conservação de ruas e estradas; creação da inspecção sanitária de domicílios; limpeza do terreno com remoção para o Cemitério novo dos despojos sepultados no Cemitério velho; creação da Escola Pública Municipal; exigências de privadas batente com fossas negras; novo coreto, de linhas futurístas, no Jardim Matriz.


Teríamos muito que falar si não nos faltasse espaço. O espírito empreendedor do Sr. Dr. Borja Cardoso, que norteando-se pelo bom senso e pela prudência de verdadeiro estadista, muito tem feito para evitar aquelles que malbarataram atividades profícuas para o progresso de Dourado”.

Ontem e Hoje:
Rua Silva Jardim, hoje Rua Dr. Francisco Borja Cardoso. Foto 1 - Salão São João(onde passaram vários barbeiros: Arnaldo Varella até o Claudio Finhana), Casa Colagrossi, de Miguel Angelo Colagrossi (Lutchi) e na outra esquina Casa Douradense de Irineu(hoje Silvia e João Carro) e do lado esquerdo Armazém de Izidoro Munhoz e Companhia Agrícola Stª Gertrudes (Cooperativa). Foto 2 - o novo comercio instalado.
Muito tempo atrás.

 
Esquina da Rua Silva Jardim, hoje Rua Dr. Francisco Borja Cardoso com a Rua Altino Arantes, João Pessoa, Getúlio Vargas, hoje Rua Demétrio Calfat. Foto 1 - Casa Gennari(Atlantic) e Farmacia Santa Therezinha de Albertino Silva Therezo - Foto 2-Loja da Cleusa e Paulinho D'Abruzzo.


ARQUIVO E PESQUISA – CASA DOS PAPÉIS – Rua Cel. Francisco Martins Bonilha, nº 270.

Congratulações ao amigo Sr. José Miguel Demeti por colaborar na preservação da memória histórica da cidade de Dourado.




terça-feira, 21 de outubro de 2008

Lembranças da “Maria Fumaça”.



Arquivo Jornal: Cidade de Bocaina maio/2003.

O último trem da Douradense partiu de Bocaina há quase quatro décadas. Mas na memória de muitos, suas histórias permanecem tão fortes quanto os apitos que ele soltava na estação. (Plínio Teixeira Jr.)



Durante alguns dos finais de semana deste mês muitas pessoas se concentraram na praça Remígio Diegues para acompanhar as apresentações dos artistas contratados pela Prefeitura de Bocaina para os shows comemorativos pelos 112 anos do Município. Muitas dessas pessoas talvez nem saibam que aquele local, durante praticamente toda a primeira e parte da segunda metade do século passado, já havia servido como ponto de encontro dos bocainenses, que para ali se dirigiam em grande número, atraídos por aquele que era o principal acontecimento da vida da cidade naqueles tempos: a chegada e a partida dos trens da Companhia de Estrada de Ferro Douradense na estação local.


Na mesma praça, cujo nome homenageia o funcionário da companhia que mais tempo trabalhou como chefe da estação - convivem atualmente as lembranças daquele período, através do prédio da estação e da plataforma por onde os passageiros embarcavam nas locomotivas, e a realidade atual em matéria de transporte de passageiros, ali representada pelo terminal de ônibus da cidade.




Se hoje o movimento de passageiros que embarcam ou desembarcam dos ônibus da empresa Reunidas não desperta qualquer tipo de curiosidade da população, nos tempos da "Maria Fumaça"- apelido carinhoso dos trens que eram utilizados pela Douradense - essa atividade era aguardada com grande ansiedade pelos moradores. Principalmente nas tardes de domingo, o apito da Maria Fumaça na estação, no horário das 16h30, era acompanhado por uma verdadeira multidão.


O trem que passava neste horário por Bocaina vinha de Trabijú e tinha como destino final a cidade de Bariri. Já o trem proveniente de Bariri chegava à estação de Bocaina às 7h30, depois de passar pelas estações de Santa Eulália, Taboca, Posto Rangel e Izar. Depois de passar pela cidade, ele continuava a sua viagem até Ribeirão Bonito, com paradas nas estações de Pedro Alexandrino, Major Novaes, Trabijú e Sampaio Vidal. O trem que passava nesse horário serviu, durante muitos anos, a um grande número de estudantes bocainenses que diariamente se dirigiam a Ribeirão Bonito, onde freqüentavam o segundo grau, numa época em que esse curso ainda não era oferecido em Bocaina.



Na verdade para chegarem a Ribeirão Bonito, os passageiros faziam baldeação na estação de Trabijú, onde embarcavam em um outro trem, este com destino a São Carlos.



Uma viagem nos trens da época entre Bocaina e São Paulo, depois de baldeação em São Carlos, levava aproximadamente nove horas.





Funcionários:


Locomotiva:



Fonte de Pesquisa, dados, informações, fotos e documentos no site http://br.geocities.com/cefdourado/ , colaborador: Alberto Henrique Del Bianco (Curador do Museu virtual da Cia. Douradense).