segunda-feira, 29 de setembro de 2008

CD - Companhia Douradense das Estradas de Ferro



Nesta publicação estaremos divulgando fotos que relembram a formação e a extinção da Companhia Douradense das Estradas de Ferro. Graças a colaboração de nosso cidadão, o Senhor Hamilton Felix Vannucci, que está contribuindo para preservar a memória histórica do nosso município.

 
Logotipo da Cia Douradense:

 
CD – Locomotiva Douradense.


 

Administração e locomotiva para passageiros:

 
Esta foto encontra-se na Estação da Rodoviária de Dourado:
Locomotiva Nº 1.
 

Placa da 1ª Locomotiva de Dourado:

 
Estação na Vila Santa Clara em Dourado:
 
Vila Santa Clara (antes e depois da reforma).
 

Alguns acidentes que marcaram nossa ferrovia:

 
Descarrilamento em 1949:



Ponte:



Ponte Reformada:


 
Procissão realizada em 1936 próxima a ferrovia:


 

Exemplo de carros transporte de chefes.
 

Carros transporte de bagagens.
 
Transporte de dormentes e lenha para a fornalha da Locomotiva (produzidos nas oficinas da estação douradense):
 
Modelo de carro para inspeção das linhas:
Carro 1:

Carro 2:

 
Carros transporte de Gado.
Fonte de Pesquisa, dados, informações, fotos e documentos no site http://br.geocities.com/cefdourado/ , colaborador: Alberto Henrique Del Bianco (Curador do Museu virtual da Cia. Douradense).


Vejam também neste blog:












 


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Escola do Bairro do Bebedouro - Dourado.

 
Lembrança da 1ª Escola Mista Municipal do Bairro do Bebedouro.
Comemoração do dia 7 de setembro.


A Professora Ruth Sylvestre Pereira demonstra aqui o amor e a dedicação aos seus alunos da 1ª série em 1969 onde lecionou durante 15 anos na Escola Mista Municipal do Bairro do Bebedouro em Dourado. Logo pela manhã descia com o caminhão que ia buscar leite nas fazendas, chegava à escola por volta das 6 horas onde mantinha as salas de aula limpas para receber as crianças. Fazia a merenda ali mesmo com o fogão à lenha e voltava somente à tarde com o caminhão do Sr. Manoel Cardoso dos Santos, dono da propriedade.
No princípio ia de táxi com seu pai, “Seo Dito”, que a ajudava a tocar os bois do pasto pra chegar até a escola. Depois passou a ir de fusca com ele que conseguia recursos para dar aulas fazendo as unhas nos finais de semana.
Em seu depoimento ela diz que foi o momento mais feliz de sua vida. Quando as crianças chegavam, a sala já estava pronta com a matéria na lousa e eram ensinadas aulas de higiene onde cada aluno tinha sua própria escova e toalha devidamente guardados. Eram respeitados as datas cívicas onde lhes ensinava os hinos e a marcharem como no desfile.

Até 1985, existiam muitas escolas rurais em Dourado, pois a maior parte da população nesta época vivia nas fazendas onde havia as culturas de algodão, café, milho e pecuária. Os professores da rede de ensino eram conduzidos às fazendas pelos motoristas da prefeitura pela manhã, mas a maior parte usava de recursos próprios para lecionarem e eram responsáveis também pela merenda escolar e pela limpeza das salas e retornavam à tarde após o termino das aulas. As aulas eram dadas de 1ª a 4ª série (Ensino Fundamental) nas Fazendas: São Luís, Santa Gertrudes, Monte Verde, Bela Vista, Santana, Vila Santa Clara e Bebedouro. Já a partir da 5ª série os alunos estudavam na cidade, vinham a cavalo, de charretes ou lotavam uma condução por conta própria.
   
Fica aqui uma singela homenagem a Professora Ruth Sylvestre Pereira e Dona Marjory Pereira Sylvestre, sua irmã, que colaboraram com a preservação da memória histórica de Dourado.



Vejam também neste Blog:









EMEI Profa. Myriam App. Pallota dos Santos.





 

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Dourado – Início do Povoado.

Dourado

Com o advento de diversos melhoramentos públicos, tais como a estrada de ferro (1900), a água encanada (1909), energia elétrica (1910) e instrução pública (1910), e ainda a expansão agrícola com o cultivo do café, onde se sobresaiu o Senador Carlos José Botelho, com o plantio de um milhão de pés de café.

O primeiro governo municipal de Dourado foi assim constituído: Intendente: Maximiliano de Oliveira Sampaio; Vereadores: Dr. Everardo Vallim Pereira de Souza, Joaquim Cardoso dos Santos, Miguel de Abreu Portella, Adolpho Manoel Alves e José Victorino.

Registra-se, atualmente, um novo desenvolvimento na zona urbana com a criação de novos núcleos populacionais, como o Jardim Paulista, Vila São José, Jardim das Flores, Jardim Central e outros.

Dourado situa-se na 12ª Região Administrativa, com sede na cidade de Araraquara, tendo São Carlos como sub-sede. O clima é quente, com inverno seco, e a temperatura média fica entre 20 a 22ºC, tendo uma altitude de 696 metros com topografia acidentada.

Dourado limita-se com os municípios de Jaú, Bocaina, Boa Esperança do Sul, Ribeirão Bonito, Brotas e Dois Córregos, com a seguinte localização: Longitude: 48º 19' 30” W. Gr. e Latitude: 22º 06' 30” Sul Gr., com uma área de 209 quilometros quadrados.

Atividades econômicas: O Esteio econômico do município é a agricultura, com culturas de café, algodão, cana de açúcar, cereais e produtos hortigranjeiros. O café douradense é de ótima bebida, sendo classificado como “estritamente mole” pelo I.B.C.

Há no município 157 propriedades rurais, 101 estabelecimentos comerciais e 12 indústrias, ressaltando-se as do fabrico de móveis de madeira, de grande tradição em nosso estado. Desenvolve-se, também, a pecuária com gado leiteiro e de corte.

Nos meios de transporte, Dourado foi sede da antiga Estrada de Ferro do Dourado e orgulha-se por ter dado nome a uma vasta região do interior do Estado, a “zona douradense”. Com a extinção dessa ferrovia, encampada que foi pela Paulista, todo o transporte é feito por via rodoviária com ligações diretas para São Paulo, Campinas, São Carlos, Ribeirão Bonito, Jaú, Bocaina, Araraquara, Bauru, Boa Esperança do Sul, e outras, pela SP-215 e SP-255.

Dados Históricos do Município de Dourado.

Dourado, nasceu do espírito de conquista dos homens da estirpe da fibra dos bandeirantes, as margens da estrada feita pelos ditos bandeirantes, para as suas constantes conquistas territoriais; foram sendo construídas modestas choupanas, o aglomerado humano cresceu e o pequeno burgo recebeu o nome de “Bebedouro”. Um dos mais antigos moradores do local, Capitão José Modesto de Abreu, doou uma gleba de terras incultas situadas na serra do Dourado, aonde, o Capitão José Sijus ergueu o primeiro rancho. Fatos esses ocorridos em princípios de 1880.


Grande rivalidade passou a surgir entre as duas localidades, uma tentando subjugar o crescimento da outra. O povoado recém-fundado, denominado “São João Baptista dos Dourados”, não tardou a superar em progressividade e tamanho a sua célular mater - “Bebedouro”.

Conta um jornalista de andanças pelo Estado, em busca de fontes do folclorismo brasileiro, com referências aos santos João e Pedro, o seguinte: “Do anedotário municipalista, extraímos, diz o jornalista, o caso de árduas lutas travadas entre os moradores de Bebedouro e de São João Baptista dos Dourados, pela posse da imagem e hegemonia nela simbolizado. Ambos os arraiais construiram sua capela ao Santo; e a representação desta vivia de uma para outra, ora roubada pelos bebedourenses, ora pelos douradenses. Chegou a se organizar expedições de uma lado, com guardas armados de outro, e durante muitos anos as duas povoações viveram em pé de guerra. Mas em janeiro de 1891, pelo governo republicano de Jorge Tibiriça, Decreto 122, foi criado o Distrito de paz de Dourado, e as autoridades eclesiásticas fixaram alí a residência do Santo. A seguir o Vigário de Bebedouro, Padre Antonio Luiz dos Reis França, sossegava seus paroquianos, agradecendo também São João como orago da vila. E tudo acabou em santa paz; hoje, nas comemorações, ambas as populações se visitam na noite junina, ao espocar dos foguetes e ao crepitar das fogueiras.”




Pela sua elevação a Distrito de Paz, São João Baptista dos Dourados passou a denominar-se simplesmente D O U R A D O.

Dourado, tornou-se município em 19 de maio de 1897, pela Lei Estadual nº 502, no governo de Campos Salles.

No setor de comunicações a cidade é servida pela TELESP, com toda sua infra-estrura, e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos mantém agência com a execução de todos os serviços postais.

São as seguintes as festividades municipais: 19 de Maio (Dia do Município), 24 de Junho (Dia do Padroeiro), Festa de São João Batista (Do dia 24 de Junho ao penúltimo domingo de Julho) e Corpus Christi (procissão com ruas totalmente ornamentadas).

No que tange a educação, Dourado consta com uma escola de 1º e 2º graus, uma escola de 1º grau, diversas escolas rurais (estaduais e municipais) e curso do Mobral.

Na saúde a cidade conta com um hospital e maternidade, com capacidade de 45 leitos, e um centro de saúde estadual.

Esta é, em síntese, a história de DOURADO, cujo nome alguns admitem ser pela “Serra dos Dourado”, outros pela piscosidade do peixe, finalmente pela beleza de suas tardes, verdadeiramente douradas. Não há positividade quanto aos dados.


Decreto nº 122 de 19 de janeiro de 1891.

Crêa o distrito de Paz do Dourado no município de Brotas.

O Governador do Estado, usando das attribuições conferidas pelo art. 1º do Decreto nº 861 de 13 de Outubro de 1890, explicado pelo aviso do Ministério da justiça de 9 de Dezembro findo, attendendo ao que lhe representaram moradores da capella curada de São João Baptista do Dourado, do município de Brotas, pedindo a creação ali de um distrito de paz; e considerando que aquelle curato é muito antigo, estando o povo acostumado a fazer celebrar ali casamentos, ao passo que agora tem de ir realizá-los na villa de Brotas que fica muitas léguas distante; considerando que isto, assim como os outros actos relativos ao registro civil, trazem difficuldades á população que é urgente cessarem; considerando que naquelle curato já esta creado um distrito de Subdelegaccia há muitos anos, por ser bastante desenvolvida sua população;

Decreta:

Artº. 1º- Fica creado o distrito de paz do Dourado, no município de Brotas.

Artº. 2º- O novo Distrito de paz do Dourado, compreenderá o território do antigo curato de São João Batista do Dourado, que é o mesmo do districto de subdelegacia de policia deste nome, creado por Acto de 6 de Novembro de 1885, e terá as mesmas divisas do curato, adaptadas pelo referido acto que são as actuais do distrito policial.

Artº. 3º- Revogam-se as disposições em contrário.

O Secretário do Governo o faça publicar.

Palácio do Governo do Estado de São Paulo, 19 de Janeiro de 1891.

J o r g e T i b i r i ç a


Observação: Texto redigido respeitando a ortografia da época em que foi editado.

Dados dos arquivos da Biblioteca Pública Municipal de Dourado.


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Escola Elite.






E. M. Dr. Luiz Antonio Ferreira Malheiro.

Localizada entre os Bairros do Jardim Aeroporto e o Jardim Elite a Escola Municipal Dr. Luiz Antonio Ferreira Malheiro foi construída para sanar a deficiência das salas de aula do munciípio e sua localização para facilitar o acesso das crianças residentes nos bairros: Jardim Aeroporto, Jardim Elite, Jardim Primavera e parte do Jardim Paulista.

A escola inicialmente funcionou agrupada à escola Senador Carlos José Botelho, sendo responsável pela escola as diretoras: Suely Aparecida Fragalli Braga, no período da manhã e no período da tarde a assistente Sandra Dominicone Ginardi.

Em 26 de junho de 1991 de acordo com o decreto nº 33.433, o governador Luiz Antonio Fleury Filho, cria a escola E.E.P.G.(A) “Jardim Elite” e no diário oficial do dia 13 de setembro a resolução SE 199 que dispõe sobre a reestrutura da rede oficial de ensino; o secretário da educação de acordo com o decreto 7.400.175 resolve instalar as unidades criadas no decreto nº 33.433.

A partir desta data a escola caminha sozinha e foi nomeada para assumir o cargo de assistente a professora Ana Maria Miranda Adelino, de acordo com o decreto nº 917.229 de 03 de julho de 1991, a E.E.P.G. “Jardim Elite”, foi instalada na rede oficial do Ensino de Ribeirão Preto.

A escola funcionou com 6 classes de 1ª a 4ª série, juntamente com a pré-escola e o PROFIC. No início os pais ficaram receosos em matricular seus filhos. A escola contava com 11 alunos.

Em 30 de março de 1992 pelo projeto lei nº 812/91 do Deputado José Carlos Tonin a escola passa a chamar E.E.P.G. DR. Luiz Antonio Ferreira Malheiro, uma justa homenagem por quem fez muito por Dourado.

Em 1995 com o programa de reorganização das escolas da rede pública estadual pelo Decreto nº 40.473 de 21/11/1995 e os Decretos 40.473 e 40.510 resolução SE 265 e 267 de 1995 a escola não atendera alunos de 1ª a 4ª série e os alunos foram remanejados para a escola Senador Carlos José Botelho.

Em 1996 a E.M.E.I. Dr. Luiz Antonio Ferreira Malheiro atendeu crianças do maternal, infantil e pré-escola, 1ª e 2ª série, sobre a responsabilidade da professora Rosana Ferreira Puertas.

Em 1996 e 1997 a escola atendeu todas as pré escolas do município. Com a municipalização do ensino em nosso município em 23/10/1997, a escola passou a atender em 1998 a pré-escola e todas as 1ª séries do município.

Em 1999 pré-escola, 1ª e 2ª série, sob a direção da professora Sonia Aparecida Rossi Cavasin.

Em 2000 duas novas salas de aula foram construídas atendendo alunos de 1ª a 4ª série e uma classe de aceleração que atendia alunos defasados em idade/série.

Em 2001 sob a direção da professora responsável Eliane Maria Gregório da Cunha uma sala foi construída para as aulas de reforço e para o projeto “Amigos da Escola”.

Os pais já reconheceram e consagraram o trabalho da E.M. Dr. Luiz Antonio Ferreira Malheiro e a escola é o orgulho dos bairros circunvizinhos.

A escola Municipal DR. Luiz Antonio Ferreira Malheiro fica na rua Domingos Donato, nº 50, no bairro Jardim Elite e funciona em dois períodos.



Período da manhã 1 classe de 1ª série, 1 classe de 2ª série, 2 classes de 3ª série, 1 classe de 4ª série.

Período da tarde 1 classe de 1ª série, 2 classes de 2ª série, 1 classe de 3ª série e 1 classe de 4ª série.

"Imensamente agradecida a todos que passaram por essa escola, rogamos a Deus que dê a todos os dirigentes de nossa rede municipal de ensino muita luz para que continuem distribuindo grandes ensinamentos.”

Nossa homenagem a professora responsável pela edição:

Maria José dos Santos Demeti.


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Aos alunos, pais, professores e funcionários da Escola Municipal Dr. Luiz Antonio Ferreira Malheiro.

É com grande honra que participamos desta publicação da comemoração dos 10 anos desta Escola que leva o nome de meu pai.

Quero colocar neste jornal parte de uma carta que ele me escreveu em 27 de dezembro de 1978 para que você leia com carinho, reflita e as use para que um dia possa, sereno e consciente, transmití-la a seus descendentes:

"O dever de todo aquele que pode lutar, para chegar a um fim almejado, é primeiramente, refletir seriamente, antes de dar começo ao seu empreendimento, é preciso contar de antemão com os prós e os contras, fortalecer-se com a idéia fixa de vencer todos os obstáculos, sejam eles pequenos ou grandes; acumular paciência e perseverânça, prover seu ânimo tenaz e então munido de todos esses predicados, terá toda a probalidade de vencer, dará então começo ao trabalho! O trabalho enobrece, sem ele nunca se chegará ao fim. É preciso portanto, começar a assentar uma por uma as pedras do alicerce; quanta paciência e perseverânça, ao deparar-se com o solo nú, antes de abertos os alicerces?

Mas com trabalho, uma por uma, serão colocadas as pedras, depois virão as paredes, o teto etc.. e teremos concluída a obra. Mas para chegar a esse fim, quantas vezes, não será preciso vencer dificuldades que parecem invencíveis. É preciso então, revestir-se de toda paciência e perserverar no trabalho, com mais ardor ainda!

Felizes d'aqueles, que sabem sofrer com resignação e continuam a espera de melhores dias. Se o desânimo apodera-se da sua vítima, está tudo perdido, vem a apatia do corpo e com ela a do espírito..., estará vencido.

Porém se uma vez firme, resoluto, começar de novo a obra então pode estar certo que chegará são e salvo à Terra da Promissão, que é o sossego na velhice, tempo este em que o trabalho já não é suportado, dependendo o corpo do descanso físico, por faltar-lhes as forças necessárias. Viverá ainda o espírito cheio de alegria, revendo os anos passados e gastos, porém bem empregados, poderá então com prazer; ocupar o moral, benfazendo, aconselhando, encaminhando na vida e no trabalho, com bons conselhos seguidos dos bons exemplos de uma vida honrada e lebriosa. Não esquecendo que a economia é a base principal da prosperidade obedecendo a este princípio que se poderá empregar o tempo e os recursos para chegar ao fim. Restará ainda o doce consolo de ter sido útil à família e à Pátria, será respeitado pelas suas qualidades, sentir se à engrandecido, quando puder estender a mão à Caridade!

Dar aos inválidos o que Deus lhe deu”


Estes ensinamentos me foram passados por meu saudoso Pai e a vocês estudantes desta escola que o homengaeia com seu nome, desejo a todos um futuro brilhante.

Obrigado.

Sebastião de Assumpção Malheiro neto e Família.

Pesquisa realizada dos arquivos da Escola Ferreira Malheiro.