terça-feira, 18 de outubro de 2011

O Café em Dourado

Um pouco da História do Café (1800 – 1930).

O café foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o início do século XX até a década de 1930. Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e São Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi o principal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Em Dourado.

No começo do século passado, a cidade era dirigida por intendentes desde 1897 até 1906, quando teve seu primeiro prefeito Alfredo de Araújo, que governou até 1926.

Em 1906 foi feito o convênio de Taubaté, uma medida que defendia o preço do produto. Isso custou muito caro para a economia do país, resultando em dívidas externas e competição de outros países no mercado mundial. Por essa época, em Dourado foi fundado o primeiro Grupo Escolar, inaugurado em 3 de agosto de 1908.

O trabalho do plantio do café era duro. Primeiro derrubava-se a mata, em geral no mês de abril, pois a chuva havia diminuído. A derrubada era feita com facões, machados e foices. Abatiam a mata natural, que se vingava com picadas mortais de cobra. Deixava-se a vegetação secar , para por fogo em agosto. A madeira ainda verde que sobrava, era utilizada em construções e as cinzas como adubo. Durante o tempo de espera da secagem, fazia-se viveiros de mudas de café. Após o desmatamento formava-se o cafezal. Por entre as "ruas", os imigrantes plantavam milho e feijão. Os contratos de trabalho duravam, em geral, cinco anos. O tempo de o café crescer, ser cuidado até a colheita.

As mulheres possuíam uma carga de trabalho tremenda, pois cabia a elas, além de parir os filhos, fazer o pão consumido pela família, cuidar dos animais domésticos e o cultivo de cereais. Todo esse trabalho resultava numa certa economia para a família.
Para muitas famílias imigrantes recém chegadas a surpresa era muito grande pois, ao chegarem ao Brasil, recebiam a terra coberta por vegetação, não tendo sequer uma cabana para se abrigar, dormiam ao relento até construírem o primeiro casebre. Desmatar. Queimar. Plantar, mais quatro anos de espera até a primeira colheita. Com o preço do café caindo, os fazendeiros acabaram proibindo a plantação de cereais entre as "ruas de café". Um duro golpe para os colonos.

A Cooperativa dos Cafeicultores de Dourado nasceu no dia 26 de outubro de 1957, a partir da decisão de 20 produtores de café de Dourado. De lá para cá muita coisa mudou, mas a cooperativa manteve-se em atividade, diversificando sua atuação para fugir as mudanças que de quando em quando acontecem na produção agrícola brasileira.

No auge do café a Cooperativa exportava diretamente o produto através da Cooperativa Central em São Paulo.
Mesmo com a crise do produto enquanto durou a ferrovia o café ainda foi cultivado em Dourado. Mas depois da desativação da Douradense, o café definitivamente decaiu na região.

O café de Dourado era de qualidade excelente. Segundo Sr. Edmar Monteiro o produto era o preferido pelos alemães. Nos anos de 85 e 86 a Cooperativa tentou incentivar o plantio do café novamente. Foi feito um canteiro de mudas que culminou com a venda de 180 mil pés para o plantio em fazendas de Dourado. Mas o cultivo não foi adiante, porque o preço que era bom no momento do plantio, acabou caindo e houve um desânimo dos agricultores para cuidar da lavoura, que acabou decaindo, conta Edmar.

Pesquisa com base nos Textos: “Os Carneiros e a Estrela”, por Kate Agnelli e Informativo Municipal de 19 de Maio de 1990 – Página 07.



O Brasil é um país de dimensões continentais e tem cerca de 2,2 milhões de hectares plantados com café. O café é cultivado por cerca de 300 mil produtores, em 11 estados, e esses produtores fazem parte, em sua maioria, de associações ou cooperativas distribuídas conforme a região.

O Brasil é o maior produtor de cafés e a maior fonte mundial de cafés sustentáveis. A variedade de climas, relevos, altitudes e latitudes do país permitem a produção de uma ampla gama de tipos e qualidades de café.
(Fonte: Cafés do Brasil).



O Café em Dourado hoje está bem representado por quatro marcas:

Café Helena, Café Pepira Dourado e Aroma Dourado (produzidos na Fazenda São Luís) e Café Santana.


Nova Embalagem - Café Pepira Dourado.

Café Pepira Dourado e Aroma Dourado. 



Café Helena.
E na região, por Ribeirão Bonito.
Café Ribeirão Bonito.



Depoimento: Maria Helena Monteiro (Café Helena).





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