terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Aspectos Históricos das Praças.



Passear pelas praças era uma das formas mais prazerosas nas cidades interioranas do Brasil. As pessoas se encontravam para colocar as conversas em dia a respeito da vida social e política nacional, no qual, grande parte se divertia ouvindo os mexericos circundantes, inclusive os jovens que aproveitavam o momento para namorar (GERALDO, 1997).
A lembrança de antigos jardins floridos e bem cuidados ainda entristece os moradores que possuem grande satisfação em recordar os momentos mais apreciados da época. As festas em louvor a Padroeiros das cidades era organizada de forma diferente, talvez pelas dificuldades dos modelos tecnológicos atuais faltarem no planejamento daquele tempo, e isso favorecia a maior participação da comunidade que demonstrava enorme interesse em ajudar, sendo que hoje, são poucos os que se preocupam com isso.
Durante a década de 1970, a busca pelos aparelhos de televisão sofreu uma rápida expansão afogando os novos espectadores nas novelas mundanas, contribuindo para a retirada dessas pessoas das praças e tomando o lugar das conversas entre vizinhos e brincadeiras nas ruas ao anoitecer. Além do mais, a “febre do modernismo” surge com o chamado milagre econômico e tudo que era antigo passou a ser deixado de lado por ser considerado fora de moda. Remodelações bruscas modificaram os traçados mais formais das praças e vários aspectos arquitetônicos e comportamentos locais foram trocados pelos modelos gerados nas grandes metrópoles, abrindo avenidas de funde de vale e rotatórias possibilitando a perda da antiguidade passadista (GERALDO, 1997).
Em virtude do que foi citado, foi interessante relatar alguns traços históricos das praças estudadas do município de Dourado – SP fortalecendo o contexto cultural que certamente foi lembrado por moradores antigos e que relataram através de diálogos (em entrevista) e depoimentos acontecimentos que se perderam em tempos passados.

Praça Newton Romano Alves Costa – TUTA


A Prefeitura Municipal de Dourado denominou o logradouro situado no Jardim Primavera, dentro do perímetro urbano do Município de Dourado – SP, adjacente ao campo de Bocha, próximo ao Zoológico municipal e entre as Ruas Elias Maluf e Eupidio Ferreira, com a Lei Nº 1.147 (de 18 de maio de 2007) de Praça Newton Romano Alves Costa – TUTA (FIGURA 15) (Prefeitura Municipal de Dourado).
Famosa por estar, como já citado, ao lado do campo de bocha, favorece a inúmeros residentes locais desfrutarem de suas regalias quando estes realizam campeonatos de bocha em busca de distrações e entretenimentos. É nos domingos ou feriados que as maiorias dos competidores se agrupam para dispor de tal recreação. Talvez seja por isso que esta é popularmente chamada de Praça do Bocha.
Sua construção foi em vigor do espaço verde urbano, tentando atingir a agradabilidade nas pessoas que freqüentam suas proximidades servindo como uma ampla área sombreada dispondo de árvores de grande e médio porte e uma porção de gramíneas, com bancos de madeiras para descanso e passarelas pavimentadas que se conectam para livre circulação de pessoas. Desde sua construção, sofreu poucas mudanças por não se tratar de um lugar antigo, mas possui alguns relatos que merecem ser lembrados e que já se encaixam nos parâmetros culturais da cidade.




FIGURA 15: Praça Newton Romano Alves Costa – TUTA (IMAGEM: DONATO, G. R, 2011).





ABORDAGEM FLORÍSTICA E FITOSSOCIOLÓGICA DAS PRAÇAS DA CIDADE DE DOURADO-SP COM TRAÇOS DE SUA HISTORIA E CULTURA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde do Centro Universitário de Araraquara (UNIARA) como parte dos requisitos para conclusão da Graduação em Ciências Biológicas.

Gabriel Romeiro Donato.



Araucária.



Nota do Blog: Esta é uma continuação da publicação do trabalho realizado por Gabriel Romeiro Donato que abordou a condição florística das praças com traços da história e cultura da cidade de Dourado. Percebe-se claramente em sua pesquisa que os traços e características da área botânica que incide às praças vão além da beleza estética, mas de grande utilidade na alimentação da fauna predominante neste território. Além de várias folhas, flores,frutos e sementes serem consideradas como aromáticos, anti-reumáticos e antidepressivos. Funcionam ainda contra bronquites, tosses, febres, ansiedades, hipertensão arterial e verminoses desconhecidos na maior parte dos habitantes, onde, bem estudados seriam um potencial remédio contra esses males. Existe, por outro lado, a utilidade econômica de algumas madeiras para construção de forros, molduras, ripas, cabos de vassoura, caixotaria, utensílios domésticos, pasta celulósica, brinquedos, móveis entre outros quando a origem é Araucária. Este assunto o blog abordará futuramente com maiores detalhes.




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