quarta-feira, 21 de março de 2012

Praça dos Ferroviários - Dourado, SP



Também chamada pelos moradores de “Praça do Campo”. Está localizada nas coordenadas 22º 06’ 47.11” latitude Sul e 48º 18’ 53.71” longitude Oeste e entre a Avenida da Saudade’ e a rua Paraíba, no Jardim Paulista (FIGURA 11).




FIGURA 11: Visão panorâmica. Localização da Praça dos Ferroviários presente na cidade de Dourado-SP (FONTE: Google Earth; 08 set 2011).



A Prefeitura Municipal de Dourado – SP nomeou o espaço público, defronte ao Estádio Municipal Parque São Pedro, dentro do perímetro urbano do município, com acesso pela Avenida da Saudade e pela Rua Paraíba, sob a Lei Nº 613 (de 20 de fevereiro de 1991) de Praça dos Ferroviários (Prefeitura Municipal de Dourado).
Em agosto de 1899 a CIA Estrada de Ferro de Dourado, “Douradense” iniciava seu projeto de construção e por mais de seis décadas impulsionou a vida na cidade e contribuiu para a expansão das fazendas regionais de café. Aquele desenvolvimento era fruto dos próprios habitantes da época, que viam em seus trilhos a oportunidade do progresso. Porém em 1966 a Douradense partiu, soando seu apito de adeus e deixando muitos sonhadores desamparados.1
A praça estudada carrega a lembrança dos bons tempos da querida Douradense que em homenagem aos Ferroviários foi construída e inaugurada em 19 de maio de 1991 (FIGURA 24) guardando histórias que, possivelmente, contribuirão para desabrochar interesses nas gerações futuras a respeito da cultura que preenchia as lacunas do desenvolvimento da cidade.
Sua dimensão não é grande e infelizmente, é pouco freqüentada (FIGURA 24.A) Geralmente a faixa etária da população que usufrui de suas acomodações, são crianças que passam pelo local e brincam entre seus bancos ou os jovens esportistas que aguardam os portões do Estádio Municipal Parque São Pedro (Campo de futebol municipal) serem abertos para iniciaram suas atividades diárias.

1 Disponível em: http://douradocidadeonline.blogspot.com.htm. Acesso em 28 ago. 2011.
 




Figura 24: Imagem de alguns ferroviários durante a inauguração da Praça dos Ferroviários em 1991 na cidade de Dourado – SP (IMAGEM: Lafaiete Lozano. Acervo Pessoal).
 





FIGURA 24.A: Praça dos Ferroviários (IMAGEM: DONATO, G. R, 2011).


Inauguração da Praça dos Ferroviários, em 19/05/1981.
Homengem aos funcionários da CEFD (1900-1949) e Paulista (1949-1966): 
Da esq.p/dir. Antonio Gregorio (atrás),  Hercilio M.Falcão, Luiz Rodrigues de Souza e Sebastião Guedes (os 2 atrás) José Antonio  de I.Cezar, Antonio Justi, Pedro Mira Gimenez , Lair Lozano(atrás),  Benedito Sylvestre Pereira,  Antonio Poli,  Elpidio Ferreira (atrás)  Mafaldo Carli, Guilherme Murbach,  Domingos de Luccas, Vicente Lozano e Domingo Casadei.

Compartilhado pelo Facebook em 30/08/2013 por Nivaldo Oliveira e Deo Demeti.

Na exploração das entrevistas a maior contribuição dos relatos partiu da faixa etária entre 61 a 80 anos compondo 43,48% dos participantes. A mesma massa também mencionou o seu tempo de residência em Dourado – SP, afirmando ter mais de cinqüenta anos. Quanto cogitada a idéia se as praças de hoje são iguais a do passado 86,95% confirmaram que não. Se são freqüentadas, tanto para passeios ou recreação, (não necessariamente em todas) 100% exaltaram que sim, onde a mais citada foi a Praça São João Batista. Se ocorre algum tipo de atividade, 91,3% relatou que sim. E se os voluntários conheciam as variedades de plantas existentes, mais de 80% afirmaram que sim, comentando sobre as Palmeiras, os Ipês e as Sibipirunas.

Além disso, o estudo cultural dessas praças foi um tanto delicado para obtenção da documentação histórica, já que os aspectos do passado são deixados para segundo plano diante da estética moderna visada em outros tipos de trabalho. Nos depoimentos, muitos moradores relataram insatisfação pelas atuais condições das praças, expondo um ponto de vista completamente contra as reformas atribuídas. A justificativa exaltou as mudanças desnecessárias que acabaram abalando os momentos históricos, tanto nas lembranças da arquitetura local, como da jardinagem perdida. A partir daí, propõem – se uma significativa atenção para esses espaços já que a população possui intima relação na participação da administração histórica guardando fatos que, futuramente, podem contribuir para outros estudos. Entretanto, poucos ainda enxergam a conservação com real preocupação, onde a palavra Praça carrega mais que uma função de lazer. Sua potencialidade deslumbra e enriquece a mente humana quando se deixa levar pelos seus anseios fortalecendo, assim, o bem estar da coletividade.




AGRADECIMENTOS


A professora Flavia Cristina Sossae pela ajuda e orientação.
Ao professor João Carlos Geraldo pelas dicas e co-orientação.
A todos que contribuíram disponibilizando arquivos e memórias, cedendo lembranças e fotografias. Em especial a Adilson Carlos C. Guimarães, Afrânio José Donato, Ariovaldo Felippe Foschini, Attilio Jacobucci, Benedito Aparecido Honório, Clarice Lopes Pinheiro, Cleria Rossi Flores, Dircio João Roberto, Edmur M. Buzzá Neto, Elva Silva Motta Buzzá, Evandro Miranda Gonçalves, Guilherme Carli Pereira, João Carlos Ballestero Martins, José Finhana Riva, José Miguel Demeti, Kathya Lilian Carli Pereira, Lafaiete Lozano, Luiz Antonio Mastroangelo, Maria Cleuza de Oliveira Abreu, Natália Verrunes Tortoreli, Nereide Aparecida Mangini Neshikawa, Oswaldo Mariano, Oswaldo Munhoz, Suely Aparecida Romeiro dos Santos e Vicente José Lozano.
A Beatriz Rosalin por averiguar a gramática correta.
A João Carlos Brunelli Martins pelo apoio na classificação florística.
A Gustavo Guimarães pelo auxilio nas medições dos dados fitossociológicos.
A minha família pela força e entusiasmo diante as adversidades da vida.
A todos que cooperaram, direta ou indiretamente, com este trabalho, meu muito obrigado!


ABORDAGEM FLORÍSTICA E FITOSSOCIOLÓGICA DAS PRAÇAS DA CIDADE DE DOURADO-SP COM TRAÇOS DE SUA HISTÓRIA E CULTURA.

Gabriel Romeiro Donato.


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