segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Rua Barão do Rio Branco



Conheça nossas ruas e a origem dos seus nomes:
"Rua Barão do Rio Branco”
Jornal “O Dourado” (20 de agosto de 1999)

A rua que invocamos hoje tem uma particularidade, ela tem seu início no córrego do Dourado, entrada do Jardim Central, e termina no córrego Bento Correa dos Reis, ponte que dá acesso a estrada municipal do “Jacaré”, só por estes dois motivos notamos que é uma via pública de um certo movimento e importância.







Mas ela tem muito mais que isso, lá estão situadas: a Associação da criança de Dourado – Casa de Saúde Santa Emília, a Casa Paroquial e seus anexos, o Parque Infantil Maria do Carmo Balestero Gutierre, algumas casas comerciais, sem não nos esquecermos de uma pessoa de grande simpatia da cidade, que é o “Irineu Jardim” e seu inseparável carrinho com papelão. Outrora, esta rua também tinha importância no cenário municipal, eram ali que estavam situadas: a antiga Igreja Matriz (Casa Paroquial), o grande armazém do Cezário Maluf (hospital), o Cartório de Registro Civil (na esquina com a Coronel Francisco Martins Bonilha), além de ser a via de ligação de Dourado à Bocaina, de muita importância na época.






A sua primeira denominação oficial, foi “Rua nº 2”, de acordo com a Lei Municipal nº 4, de 24 de dezembro de 1987, por inciativa do vereador e Intendente Maximiliano de Oliveira Sampaio.

Depois, em 05 de fevereiro de 1904, por força da Lei Municipal nº 9, na intendência do Capitão Calmélio Caldas, passou a denominar-se “Rua Barão do Rio Branco”.


José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, nasceu em 20 de abril de 1845, no Rio de Janeiro, e ali morreu a 9 de fevereiro de 1912. Historiador, diplomata e estadista brasileiro, professor, advogado, deputado, jornalista e Ministro várias vezes.

Era filho do Vinconde do Rio Branco. Bacharelou-se em Direito em 1866 pela Faculdade do Recife. Membro do Instituo Histórico e Geográfico Brasileiro, regeu a cadeira de Geografia e História no Imperial Colégio de Dom Pedro II. Em 1869, elegeu-se deputado geral por Mato Grosso. Inicia-se nesta época, na carreira diplomática. Foi um dos fundadores do jornal “A Nação”, que defendia a Abolição da Escravatura. Em 1876, foi nomeado Consul Geral em Liverpool. Após a Proclamação da República, é nomeado superintendente de imigração, cargo que ocupou até 1893.


Em 1880, com a morte de seu pai, é nomeado conselheiro da Coroa pelo Imperador e Comendador da Ordem da Rosa. A princesa Isabel é quem o agracia em 1888, com o título de Barão do Rio Branco. Em 1894, é nomeado ministro plenipotenciário e viaja para os Estados Unidos para resolver a questão das Palmas com a Argentina.

Foi ministro junto ao governo alemão, e a partir do governo de Rodrigues Alves, assumiu a Pasta das Relações Exteriores, nela permanecendo até sua morte, em 1912. Resolveu inúmeras questões internacionais, como o Tratado de Petrópolis (1903), os limites com as Guianas Holandesa e Francesa, a Colombia e o Peru. No fim de sua vida foi nomeado presidente perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Escreveu várias obras históricas de insdiscutível valor: “Episódios da Guerra do Prata”, “A Guerra da Tríplice Aliança”, “História da Guera do Paraguai”, etc.

Arquivo e pesquisa: Casa dos Papéis – Rua Cel. Francisco Martins Bonilha, nº 270 – Dourado.

Ver também:


História Política – Depoimento Dona Cecília Braga:

Companhia Douradense – Estrada de Ferro do Dourado:


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