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sexta-feira, 27 de abril de 2012

APAE de Dourado, Inclusão Social e Digital.



O Acessa SP recebeu nesta quinta-feira (27/04) uma visita especial e com muita satisfação apresenta o trabalho realizado pelos funcionários, professores e Diretores da associação onde apresentam belíssimos projetos de inclusão social e educação ambiental aos nossos amigos excepcionais em Dourado.

Acompanhados pelas Professoras Márcia e Fátima apresentaram aos alunos fotos do Perfil do Facebook que criaram recentemente e todos puderam se divertir vendo-se nessas fotos.









Quero parabenizar e agradecer pela visita que me fizeram no Acessa SP e colaborar de uma certa forma em divulgar seus projetos pois tratam Temas Diversos como:

Educação Ambiental: A necessidade de usar produtos ecologicamente corretos evitando a poluição de rios, nascentes, na utilização de produtos reciclados.
A APAE de Dourado recolhe do comércio e aceita doações do papel reciclado, confeccionando sacolas que são vendidas ajudando nas despesas da instituição.





Projeto Culinária: Trabalho realizado e acompanhado pelos professores ensinando aos alunos receitas como o pão caseiro, farofa fria, arroz, entre outros.







Projeto Sabão de óleo reciclado: Ainda está em inicio de implantação, porém visa o aproveitamento do óleo de cozinha para fabricação de sabão que não agride o meio ambiente.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE - de Dourado foi fundada em 1976, por membros da sociedade civil douradense, com o intuito de proteger e desenvolver a capacidade de aprendizagem das pessoas portadores de necessidades especiais (físicas ou intelectuais), do município e da região.

Não tendo uma sede própria, a entidade funcionava nas dependências da Sociedade Assistencial ao Menor de Dourado – SALMER –, onde eram atendidos oito alunos com necessidades específicas.

No ano de 1977, a associação foi reconhecida como Utilidade Pública Municipal sob a Lei 186/77. Mas, somente em 17 de maio de 1981, graças ao empenho da diretoria e da comunidade douradense, foi inaugurado o prédio próprio da entidade, com sede à Rua 13 de Maio, nº. 29, Centro. A instituição, então, passou a chamar Escola de Educação Especial “Dr. José Buzzá”, em homenagem a seu idealizador, fundador e 1º presidente.
Nesta época, trinta e dois alunos freqüentavam a escola.

Fica aqui uma singela homenagem a todos que direta ou indiretamente colaboram no intuito de promover a Inclusão Social e Digital melhorando a qualidade de vida dos portadores de necessidades especiais eliminando o preconceito e assegurando o pleno exercício da cidadania.


Fotos de passeios e eventos da APAE de Dourado:





























Veja também neste Blog:




















quarta-feira, 15 de outubro de 2008

E.M. Antonio Monteiro Novo





 Foto de Renato Rosalin em junho de 2015.


Patrono da E.M. Antonio Monteiro Novo.

A Escola Municipal Antonio Monteiro Novo recebeu o nome em justa homenagem ao querido "Tio Ninho" - pessoa que dedicou toda a sua vida à educação de nossa cidade, trabalhando por 30 anos na então E.E. Salles Júnior.
É com o mesmo intuito da pessoa competente, dinâmica, lutadora e acima de tudo, humana que ele foi, que nossa escola procura caminhar na responsabilidade da formação de nossos jovens.
Hoje a E.M. Antonio Monteiro Novo atende alunos de primeiro ano a quarta série do Ensino Fundamental.



O Senhor Antonio Monteiro Novo nascido em 20 de abril de 1925, formou-se em contador na Escola de Comércio Álvares Penteado de São Paulo em 1944.
Era um homem muito sério, trabalhador, honesto, equilibrado e firme.
Casou-se com a senhora Lídia e teve duas filhas: Cecília e Silvia. Foi Diretor-substituto da Escola Estadual Dr. Salles Júnior durante alguns anos. Gostava muito da sua escola, dos funcionários e dos alunos. Sua secretaria era o centro da escola. Lá se tratava de tudo; de leis, de bandas de festas, de excursões, de bailes, de campeonatos, de VIDA.
Quando era necessário, ele tinha uma conversa muito séria com os alunos e dependendo do problema o aluno era suspenso das atividades escolares, mas isso servia de lição e que lição!
Era um homem muito inteligente, escrevia e falava muito bem. Dava lições de agricultura: o que plantar, como plantar, em que época; da História de Dourado, da crise do café...

Mas também dava lições de companheirismo e amor quando ajudava os colegas de trabalho, quando ensinava o serviço, quando ajudava numa doença ou numa fraqueza.
Era chamado carinhosamente de Tio Ninho. Mas por que, se naquela época não era comum, não era moda?

Mas ele era TIO. Aquele tio: bonzinho e firme; simples e sabido; alegre e sério.
Em 25 de abril de 2005, através da Lei 1.066, nossa escola recebeu com muita satisfação, o Tio Ninho como Patrono e esperamos que através de exemplos de vida deixados por ele para muitos de nós aqui presentes, possam também servir de lição para nossas crianças.
Por isso devemos guardar em nossa memória o nome do nosso tão querido Antonio Monteiro Novo.

Congratulações a Diretora da E.M. Antonio Monteiro Novo, Ana Claudia Marin Bernardo pela colaboração.



Festa Junina entre Professores, pais e alunos na E.M. Antonio Monteiro Novo (2008).


terça-feira, 15 de julho de 2008

E. E. Dr. Salles Júnior

Dr. Antonio Carlos de Salles Junior.
Patrono do Colégio e Escola Normal Estadual
"Dr. Salles Junior" de Dourado.


BIOGRAFIA:
O ilustre paulista extinto nasceu em Campinas, aos 22 de janeiro de 1884 e era filho do Coronel Antonio Carlos de Salles e de Dna Ana Cantinho Salles, já falecidos.
Deixa viúva a Sra. Bartira de Pádua Salles e os filhos: Dr. Antonio Carlos de Salles Filho,
Secretário da Justiça e Secretário Interino do Governo, casado com Dona Maria Mercedes Barros de Salles;

Iolanda Salles Freire, casada com o Sr. Vitor do Amaral Freire, chefe da Assistência Técnica do Tribunal de Contas do Estado; Antonieta - Salles Junior, já falecida, deixa vários netos.
Era sobrinho e continuador político do grande presidente Campos Salles, por disposição deste.
Formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1905, tendo sido autor do Manisfesto Acadêmico de 1905.
Foi eleito Deputado Estadual para a legislatura de 1910 a 1915, assinalando sua passagem a criação da Caixa Econômica Estadual. Deputado Federal de 1915 a 1927, o seu talento e profundo conhecimento da Administração da coisa pública revelaram-se na reforma da Lei de Tarifas, na Lei do Imposto de Renda, Unificação Internacional do Direito Cambial, da Defesa do Orçamento de Guerra, no pagamento da Moeda de Ouro, na exegese da Doutrina de Monroe, e em todas as relações do Orçamento no Código de Contabilidade Pública.
Assinou tão notável parecer sobre a Instrução Pública, que a Liga Nacional o editou e distribuiu em larga escala por todo o país. Foi membro da Comissão de Diplomacia e Tratados e da Comissão de Finanças.

No dizer do grande Calógeras, era a maior figura da bancada federal paulista, que tinha vultos como Cincinato Braga, Herculano de Freitas, Álvaro de Carvalho, Cardoso de Almeida, Villaboin e Júlio Prestes.

Dele dizia Herculano de Freitas, que era o maior de seus liderados. Em 1925 foi representante do Brasil na Conferência
Interparlamentar de Roma.

Em 1927, assumiu a Secretaria da Justiça, tendo criado o Manicômio Judiciário do Estado e reorganizado a Força Pública.

Verificando o "craque" de outubro de 1929, foi chamado a exercer concomitantemente, a pasta Fazenda, que exerceu juntamente com a da Justiça e da Segurança Pública, até 27 de março de 1930, tendo sido também presidente do Instituto do Café, ocasião em que ficou somente com a Pasta da Fazenda, que deixou em 24 de outubro de 1930.

A Revolução de 1930 respeitou-o, tendo sido o único Secretário de Estado deposto a não ser preso. Sujeito aos Tribunais de Exceção de Juntas de Sanções, recusou defender-se. Depois de 1930, cuidou da reorganização do Partido Paulista, tendo sido o seu Presidente na fase da Comissão de Emergência, ao lado de Altino Arantes, João Sampaio e Oscar Rodrigues Alves, seus companheiros de todos os tempos.

Em 9 de maio de 1938, ocupou novamente a Pasta da Fazenda, reorganizando as Finanças do Estado. Dirigiu a Pasta até 11 de novembro de 1939, ocasião em que assumiu a Presidência do Instituto de Presidência do Estado, que é a sua criação e que exerceu até junho de 1947.

É autor de diversos trabalhos parlamentares. Tribuno de renome foi advogado de nomeada e companheiro de banca de Estevão de Almeida. Estudioso de economia, finanças, história, filosofia e direito constitucional.

Escreveu "O Idealismo Republicano de Campos Salles", livro clássico de interpretação da obra política de seu ilustre antepassado e deixa entregue a impressão um notável estudo denominado "A margem da política".(Dos arquivos do estabelecimento).

São Carlos, 04/09/1973.
N.C. Lima

A Escola Estadual Dr. Salles Júnior tem seu ato de criação em 09 de fevereiro de 1953 até então denominada Ginásio Estadual de Dourado.
As modalidades de Ensino atualmente oferecidas são: Ciclo II - Ensino Fundamental (5ª a 8ª séries) Escola de Tempo Integral, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. Porém já foram oferecidos modalidades de ensino regular, supletivo, mobral, EJA, etc, originalmente oferecidas de 1ª a 4ª séries do curso ginasial.

Gestores que passaram pela Instituição
(Nome e Período em que exerceram o cargo):
EMANUEL INNECO - 1953
LAIR FONTES PIEDRA - 1954 a 1956
LOYDE AMÁLIA FAUSTINI - 1957
MARIA MENEZES NEGRI - 1958
JOÃO GUALBERTO MAFRA MACHADO - 1959
PAULITA VASCONCELOS - 1960
ANTONIO MONTEIRO NOVO - 1961 a 1963
ADALGISA BUENO - 1964
EDMÉA DE AGOSTINI - 1965
JOAQUIM JOSÉ CALDAS DE SOUZA - 1966
MARIA APARECIDA GENOVEZI - 1967 a 1968
ANTONIO MONTEIRO NOVO - 1969 a 1974
NEWTON RAMOS DE OLIVEIRA - 1975 a 1979
MARIANNA PEREZ MUNHOZ - 1980 a 1981
ANTONIO MUNHOZ FILHO - 1982 a 1986
JOAQUIM JOSÉ CALDAS DE SOUZA - 1987
NEUSA IANHEZ BUZZUTTI - 1988
MARIANNA PEREZ MUNHOZ - 1989 a 2000
WILMA EMA CELESTINO GAYOSO - 2001
MARTHA FOSCHINI DE LIMA - 2002 a 2003
SILVIA RENATA GAZARINI - 2004
MARTHA FOSCHINI DE LIMA - 2005
RITA MARGARIDA TORRES BUZZÁ - 2005
NEUSA IANHEZ BUZZUTTI - 2005
OSWALDO FRANCELIN JUNIOR - 2005 a 2006

Escola Estadual ontem e hoje:




Vejam também neste blog:













segunda-feira, 23 de junho de 2008

Senador Carlos José Botelho

Arquivo - Folha de Dourado, N.o 47 de 22/02/1992.

Cecília Pereira de Sousa Braga vira mais uma página de seus álbuns e nos revela a surpreendente vida do Senador Carlos José Botelho, filho do Conde do Pinhal.
Conta a tradição que Carlos José Botelho, construiu ou patrocinou a construção do Grupo Escolar de Dourado, fundado em 03 de agosto de 1.908. Embora o engenheiro responsável pela obra tenha sido o Sr. Manuel Iabater. Dr. Botelho desenhou o esquema da construção com sua própria bengala no chão onde a obra foi erguida.






SENADOR "CARLOS JOSÉ BOTELHO" UM GRANDE BRASILEIRO.
Nasceu em Piracicaba a 14 de maio de 1855, terminados os estudos em Itu, São Paulo e Rio de Janeiro, foi concluir o curso em Montpelliés, na França, onde em 1880 obteve o título de Doutor em Medicina. Médico e cirurgião emérito, profundo conhecedor dos problemas hospitalares, de regresso ao Brasil, fundou em São Paulo, no Brás, à Rua do Gasômetro, o primeiro hospital clínico e cirúrgico (particular), mais conhecido como "Casa de Saúde do Dr. Botelho".
Foi o primeiro Diretor Clínico da Santa Casa de São Paulo, um dos fundadores da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Além disso foi vereador municipal e Senador Estadual, co-fundador da Policlínica de São Paulo, sócio fundador do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Introdutor da cultura de arroz por irrigação, iniciador da seleção do gado de raça caracu e apuramento do tipo de cavalo de guerra. Abandonando a medicina, dedicou-se à vida agrícola em Dourado e São Carlos. Em 1892 fundou o Jardim da Aclimação e Zoológico de São Paulo, primeiro posto zootécnico no Brasil. Foi sócio-fundador e presidente honorário da Sociedade Rural Brasileira; membro da Academia de Ciências Econômicas; Secretário da Agricultura Viação de Obras Públicas no governo do Dr. Jorge Tibiriçá (1904 - 1908). Incentivou a cultura de algodão, construiu a Escola Agrícola de Piracicaba em terras doadas ao Estado pelo Dr. Luís Antonio de Souza Queirós; organizou a primeira estatística agrícola e zootécnica do Estado; construiu os primeiros três silos para forragens tipo torre americana no Brasil, sendo o primeiro Posto Zootécnico da Mooca, o segundo no Jardim da Aclimação e o terceiro na Fazenda em Dourado. Realizou as cinco primeiras exposições estaduais de São Paulo; fundou o primeiro posto zootécnico Estadual (1905) na Mooca, iniciou saneamento da cidade de Santos, eliminando os regos e construindo canais que descarregam no mar; instituiu a Agência Oficial de Imigração e Trabalho para registro de contrato entre trabalhadores rurais e fazendeiros. Foi introdutor da Imigração japonesa em 1906. Eis o que publica o "Estado de São Paulo" de 24 de maio de 1.967: "O primeiro contrato de imigração entre o Brasil e o Japão foi firmado no dia 06 de novembro de 1907, assinado por Ryn Mizuno, Diretor Presidente da Companhia Japonesa de Imigração Kahotu e Carlos Botelho, Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo. No dia 18 de junho de 1908, no porto de Santos encontrava o vapor "Kaza do Maru", trazendo 165 famílias, num total de 781 pessoas. Era o início da imigração japonesa para o Brasil".
Em 1906 deu início a exploração do sertão paulista e alta Sorocabana. No mesmo ano elaborou uma completa Carta Geográfica do Estado visto as existentes elaboradas em 1889 serem absolutamente deficiente, pois de Bauru para diante, era sertão desconhecido habitado por índios. Criou os núcleos coloniais: Nova Odessa, Nova Europa, Nova Paulicéia, Corumbataí, Gavião Peixoto e Jorge Tibiriçá.
O meu pai, Everardo Vallim Pereira de Sousa foi o seu grande e dedicado auxiliar. Como profundo conhecedor de nossa flora sabia adaptar o homem à terra. Por 30 anos pertenceu à Secretaria da Agricultura.
Em Sua residência, à Rua Brigadeiro Tobias, N.o 49, realizava Carlos Botelho as suas célebres palestras agrícolas "Células Nortes" da Sociedade Paulista de Agricultura, Liga Agrícola e Sociedade Rural Brasileira. Fundou a Sociedade Hípica Paulista cedendo o Jardim da Aclimação para a primeira sede. Representou o Brasil na qualidade de Ministro Plenipotenciário no Congresso Internacional de Polícia Sanitária e Medicina Veterinária em Montevidéu. Foi agraciado com a comenda da Real Ordem de Orange-Nassau da Holanda Cavaleiro da Real Ordem do Mérito Agrícola da Bélgica.
Representou o Senado de São Paulo na recepção do Rei Alfredo I da Bélgica, dominando com perfeição o idioma francês.
Não aceitou, recusando com veemência o título de "Barão de Avanhandava", que com justiça desejara o Império lhe conferir.
Faleceu a 20 de março de 1947, aos 93 anos de idade, em sua fazenda Santa Francisca do Lelo, que fora desmembrada da Sesmaria do Pinhal (Solar do Botelho) no município de São Carlos, cidade fundada por seu pai e seus tios em 1856. Era o único filho do Conde do Pinhal digo, do primeiro matrimônio de Antonio Carlos de Arruda Botelho, Conde do Pinhal, com Francisca T. Coelho.
O segundo matrimônio, efetuou-se com Ana Carolina de Mello Oliveira, a tia Aninha, irmã da minha avó materna e do qual advieram doze filhos. Por diversos períodos exerceu Carlos Botelho a Diretoria da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O governo do Estado reconhecendo-lhe os méritos decretou justiça de luto oficial.



Silo construído pelo Senador Carlos José Botelho para forragens tipo torre americana no Brasil, atualmente na Fazenda São Carlos (Dourado, SP).