terça-feira, 3 de abril de 2012

Recordações do Dourado E. C.




Dourado E.C. 2
X
A.A. Botafogo de Dois Córregos 1.


Completando mais um jogo pelo Campeonato Amador Regional de Futebol, o Dourado E. C. colheu uma belíssima e importante vitória contra o valoroso time da cidade de Dois Córregos. O jogo foi realizado no Estádio do Parque São Pedro de nossa cidade teve no início ampla vantagem do time local no volume das ações técnicas, mesmo tendo pela frente uma equipe que se acha mais acima na pontuação da tabela classificatória. Essa supremacia do Dourado, foi confirmado com um belo tento do meia Pio que avançou pela direita do seu campo e finalizou no canto esquerdo do bom goleiro Botafoguense. Após o gol, deu-se a impressão que o time local acomodou-se em campo, fato que proporcionou ao adversário várias oportunidades de empatar a partida, terminando o primeiro tempo com a vantagem de 1 a 0 para o Dourado E. C.
 
O segundo tempo, começou com equilíbrio de ações entre as equipes e aos 12 minutos o juiz marca penalidade máxima contra o time local que batida com perfeição decretou empate. 
 
Após o empate, as ameaças de gols se sucederam, com os goleiros realizando boas defesas, principalmente Betinho, que substituiu o titular, Moringa. 
 
Aos 32 minutos um atacante douradense foi derrubado fora da área e a falta assinalada pelo juiz foi cobrada pelo craque Admir, que venceu mais uma vez o goleiro visitante, (as faltas cobradas pelo craque Admir, quando nas imediações do gol, estão causando pânico nos goleiros adversários). 
 
Após o gol, houve o equilíbrio, tendo os dois times chances de marcar.
A maior chance de gol, foi desperdiçada pelo atacante Luciano que frente a frente com o goleiro errou no arremate para o terceiro gol.

O jogo agradou os torcedores presentes pela sua movimentação e nervosismo que causou a expulsão de dois atletas locais, Lica e Eduardo. 
 
O Dourado E.C., contou com os seguintes jogadores: Betinho, Edson, Lica, Kiko, Admir, Adriano, Cezar, Pio, Luciano, Coquinho, Eduardo, mais Tita, Marcio, Baiano, Danilo, Váni.

Gols de Dourado E.C. Pio e Admir.
Domingo dia 2, o Dourado E.C. estará jogando na vizinha cidade de Bocaina contra Bocaina F.C. no tradicional clássico da Região.

Foto: Jogador Lica do Dourado E.C.


Foto: Jornal “O Dourado”.




Foto: Futebol década 60.


Pesquisa:
Jornal “O Douradinho” - pág 08 (Sábado, 1º de maio de 1999)
Diretores:
Rudynei Fattore
Joaquim Caldas de Souza.

Jornalista Responsável:
José Francisco Stocco-Mtb 17.001

Impressão:
Gráfica SDS.

Colaboração de Pesquisa: Osvaldo Virgilio (Tijolinho).


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terça-feira, 27 de março de 2012

A História do Grupo Escolar - Dourado, SP.




A História do Grupo Escolar.

Quando a Câmara dos Deputados, de bancada oposicionista, levantou-se a voz, acusando a construção do Grupo Escolar no município em que o Dr. Carlos José Botelho era fazendeiro, respondeu ele sereno e decisivamente: “a verba orçamentária destinada pelo Governo à minha Secretaria é para construção de oito Grupo Escolares e dentro dela, como de Dourado, estou fazendo nove.”

Esta justificativa patriótica e honesta, foi água na fervura parlamentar. Ele poderia responder ao ataque dizendo ao acusador, que não construiu escola para seus filhos ou para os filhos dos seus colonos, mas sim, para um povo que tinha direito ao Ensino Público.

O Dr. Botelho desenhou o esquema da construção com sua própria bengala no chão onde a obra foi erguida.
O terreno onde foi construído o Grupo Escolar foi oferecido pela municipalidade em frente à praça São João.
O projeto foi idealizado entre 1907 e 1908 por Manoel Sabater, autor de inúmeras edificações escolares na antiga Superintendência de Obras Públicas.

Sua construção pode ser comparada a de Humbeeck, embora presente uma linha de estilo bastante peculiar.
Os ornamentos utilizados na composição das fachadas, são semelhantes a alguns que esse mesmo arquiteto utilizou posteriormente na elaboração de um projeto para o Grupo Escolar, em 1909.

Algumas pranchas originais estão identificadas de “Typo de Escola Mixta”. Entretanto as características da edificação são as mesmas dos demais Grupos Escolares, com oito salas de aula, isoladas 4 a 4 em alas diferentes. Separando as duas seções localiza-se uma sala destinada aos professores, o único ambiente administrativo existente na escola.

As salas de frente são separadas por uma divisória leve de madeira, podendo integrá-las num mesmo ambiente.

Com algumas diferenças entre si, quanto aos ornamentos, formas das evazaduras, as Escolas de Dourado e Ribeirão Bonito distinguem-se dos edifícios até então projetados, no tratamento formal das fachadas.

As aberturas ganham novo ritmo, concentrando-se duas a duas e os frontões normalmente situados no centro das edificações, passaram a ornamentar as extremidades do edifício.

Ao contrário do que ocorre na maioria das Escolas, nosso prédio mantém ainda as janelas originais de madeira.

No decorrer dos 90 anos de sua criação “A Escola passou por vários nomes”.
1909 = Grupo Escolar de Dourado.
04/09/1952 = De acordo com o Decreto 21.694 de 04/09/1952 – O Grupo Escolar passa a denominar-se Grupo Escolar “Senador Carlos José Botelho”.
21/01/1976 = O Decreto 7.400 de 30/12/1973 e ainda considerado o disposto no plano Estadual de implantação da Lei 5.692/71 – aprovado pelo parecer 990/72 do C.E.E resolve:
Artigo 1º : Adotar as seguintes medidas para a reestruturação da rede oficial de ensino da Divisão Regional de Educação de Ribeirão Preto, Município de Dourado.
Transformar o G.E. “Senador Carlos José Botelho” em Escola Estadual de 1º Grau “Senador Carlos José Botelho”.
23/10/1997 = Com a Municipalização do Ensino em Dourado em 1997, a E.E.P.G. “Senador Carlos José Botelho” passou a Escola Municipal de Ensino Fundamental “Senador Carlos José Botelho”.
1999 = Escola Municipal “Senador Carlos José Botelho”.

Contribuição desta publicação no blog: Osvaldo Virgilio (Tijolinho).

Fotos da Edição Especial de 1999.







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quarta-feira, 21 de março de 2012

Praça dos Ferroviários - Dourado, SP



Também chamada pelos moradores de “Praça do Campo”. Está localizada nas coordenadas 22º 06’ 47.11” latitude Sul e 48º 18’ 53.71” longitude Oeste e entre a Avenida da Saudade’ e a rua Paraíba, no Jardim Paulista (FIGURA 11).




FIGURA 11: Visão panorâmica. Localização da Praça dos Ferroviários presente na cidade de Dourado-SP (FONTE: Google Earth; 08 set 2011).



A Prefeitura Municipal de Dourado – SP nomeou o espaço público, defronte ao Estádio Municipal Parque São Pedro, dentro do perímetro urbano do município, com acesso pela Avenida da Saudade e pela Rua Paraíba, sob a Lei Nº 613 (de 20 de fevereiro de 1991) de Praça dos Ferroviários (Prefeitura Municipal de Dourado).
Em agosto de 1899 a CIA Estrada de Ferro de Dourado, “Douradense” iniciava seu projeto de construção e por mais de seis décadas impulsionou a vida na cidade e contribuiu para a expansão das fazendas regionais de café. Aquele desenvolvimento era fruto dos próprios habitantes da época, que viam em seus trilhos a oportunidade do progresso. Porém em 1966 a Douradense partiu, soando seu apito de adeus e deixando muitos sonhadores desamparados.1
A praça estudada carrega a lembrança dos bons tempos da querida Douradense que em homenagem aos Ferroviários foi construída e inaugurada em 19 de maio de 1981 (FIGURA 24) guardando histórias que, possivelmente, contribuirão para desabrochar interesses nas gerações futuras a respeito da cultura que preenchia as lacunas do desenvolvimento da cidade.
Sua dimensão não é grande e infelizmente, é pouco freqüentada (FIGURA 24.A) Geralmente a faixa etária da população que usufrui de suas acomodações, são crianças que passam pelo local e brincam entre seus bancos ou os jovens esportistas que aguardam os portões do Estádio Municipal Parque São Pedro (Campo de futebol municipal) serem abertos para iniciaram suas atividades diárias.

1 Disponível em: http://douradocidadeonline.blogspot.com.htm. Acesso em 28 ago. 2011.
 




Figura 24: Imagem de alguns ferroviários durante a inauguração da Praça dos Ferroviários em 1981 na cidade de Dourado – SP (IMAGEM: Lafaiete Lozano. Acervo Pessoal).
 





FIGURA 24.A: Praça dos Ferroviários (IMAGEM: DONATO, G. R, 2011).


Inauguração da Praça dos Ferroviários, em 19/05/1981.
Homengem aos funcionários da CEFD (1900-1949) e Paulista (1949-1966): 
Da esq.p/dir. Antonio Gregorio (atrás),  Hercilio M.Falcão, Luiz Rodrigues de Souza e Sebastião Guedes (os 2 atrás) José Antonio  de I.Cezar, Antonio Justi, Pedro Mira Gimenez , Lair Lozano(atrás),  Benedito Sylvestre Pereira,  Antonio Poli,  Elpidio Ferreira (atrás)  Mafaldo Carli, Guilherme Murbach,  Domingos de Luccas, Vicente Lozano e Domingo Casadei.

Compartilhado pelo Facebook em 30/08/2013 por Nivaldo Oliveira e Deo Demeti.

Na exploração das entrevistas a maior contribuição dos relatos partiu da faixa etária entre 61 a 80 anos compondo 43,48% dos participantes. A mesma massa também mencionou o seu tempo de residência em Dourado – SP, afirmando ter mais de cinqüenta anos. Quanto cogitada a idéia se as praças de hoje são iguais a do passado 86,95% confirmaram que não. Se são freqüentadas, tanto para passeios ou recreação, (não necessariamente em todas) 100% exaltaram que sim, onde a mais citada foi a Praça São João Batista. Se ocorre algum tipo de atividade, 91,3% relatou que sim. E se os voluntários conheciam as variedades de plantas existentes, mais de 80% afirmaram que sim, comentando sobre as Palmeiras, os Ipês e as Sibipirunas.

Além disso, o estudo cultural dessas praças foi um tanto delicado para obtenção da documentação histórica, já que os aspectos do passado são deixados para segundo plano diante da estética moderna visada em outros tipos de trabalho. Nos depoimentos, muitos moradores relataram insatisfação pelas atuais condições das praças, expondo um ponto de vista completamente contra as reformas atribuídas. A justificativa exaltou as mudanças desnecessárias que acabaram abalando os momentos históricos, tanto nas lembranças da arquitetura local, como da jardinagem perdida. A partir daí, propõem – se uma significativa atenção para esses espaços já que a população possui intima relação na participação da administração histórica guardando fatos que, futuramente, podem contribuir para outros estudos. Entretanto, poucos ainda enxergam a conservação com real preocupação, onde a palavra Praça carrega mais que uma função de lazer. Sua potencialidade deslumbra e enriquece a mente humana quando se deixa levar pelos seus anseios fortalecendo, assim, o bem estar da coletividade.




AGRADECIMENTOS


A professora Flavia Cristina Sossae pela ajuda e orientação.
Ao professor João Carlos Geraldo pelas dicas e co-orientação.
A todos que contribuíram disponibilizando arquivos e memórias, cedendo lembranças e fotografias. Em especial a Adilson Carlos C. Guimarães, Afrânio José Donato, Ariovaldo Felippe Foschini, Attilio Jacobucci, Benedito Aparecido Honório, Clarice Lopes Pinheiro, Cleria Rossi Flores, Dircio João Roberto, Edmur M. Buzzá Neto, Elva Silva Motta Buzzá, Evandro Miranda Gonçalves, Guilherme Carli Pereira, João Carlos Ballestero Martins, José Finhana Riva, José Miguel Demeti, Kathya Lilian Carli Pereira, Lafaiete Lozano, Luiz Antonio Mastroangelo, Maria Cleuza de Oliveira Abreu, Natália Verrunes Tortoreli, Nereide Aparecida Mangini Neshikawa, Oswaldo Mariano, Oswaldo Munhoz, Suely Aparecida Romeiro dos Santos e Vicente José Lozano.
A Beatriz Rosalin por averiguar a gramática correta.
A João Carlos Brunelli Martins pelo apoio na classificação florística.
A Gustavo Guimarães pelo auxilio nas medições dos dados fitossociológicos.
A minha família pela força e entusiasmo diante as adversidades da vida.
A todos que cooperaram, direta ou indiretamente, com este trabalho, meu muito obrigado!


ABORDAGEM FLORÍSTICA E FITOSSOCIOLÓGICA DAS PRAÇAS DA CIDADE DE DOURADO-SP COM TRAÇOS DE SUA HISTÓRIA E CULTURA.

Gabriel Romeiro Donato.


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