Mostrando postagens com marcador jornais antigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornais antigos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de abril de 2024

O Cultivo da Cana-de-açúcar em Dourado, SP

 O cultivo de cana-de-açúcar na cidade de Dourado, assim como a maior parte das cidades do interior do estado de São Paulo, é uma atividade de grande relevância para a economia regional e nacional. Vamos explorar alguns aspectos relacionados a essa cultura:

  1. Clima Favorável:

    • A cana-de-açúcar se adapta bem a regiões de clima tropical, quente e úmido.

    • A temperatura predominante deve estar entre 19°C e 32°C, e as chuvas devem ser bem distribuídas, com uma precipitação acumulada acima de 1000 milímetros por ano..

  2. Área Destinada à Colheita:

    • Entre 1990 e 2016, houve uma tendência de aumento da área destinada para a colheita de cana-de-açúcar no Brasil.

    • Os Estados de São Paulo Minas Gerais são os principais produtores, com médias anuais de 5.372.761 hectares 876.622 hectares, respectivamente.

    • Em termos de área relativa destinada à colheita por Estado, São Paulo se destaca, juntamente com Alagoas

  3. Sistemas de Plantio:

    • Normalmente, são considerados três sistemas de plantio: ano e meioano inverno.

    • O plantio é uma oportunidade para preparar o solo criteriosamente, aplicar calcário, controlar pragas e incorporar fertilizantes.

  4. Ciclo Produtivo:

    • A cana-de-açúcar é uma cultura semiperene, com um ciclo produtivo médio de seis anos.

    • Durante esse período, ela pode ser cortada diversas vezes antes de ser replantada.

Em resumo, o cultivo de cana-de-açúcar na cidade de Dourado e região contribui para a produção de açúcar, etanol e outros subprodutos, além de ser uma importante fonte de renda para os agricultores locais.




Inovação Tecnológica:

    • As usinas estão investindo em tecnologias mais eficientes para aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos.

    • A busca por variedades de cana mais produtivas e resistentes a pragas e doenças também é uma tendência.

    A produção de cana-de-açúcar é um pilar fundamental da economia brasileira, com São Paulo desempenhando um papel crucial nesse cenário.

Espera-se que a produção de álcool e açúcar nas usinas da região de São Carlos e Araraquara continue a evoluir, impulsionada pela demanda global e pelas inovações no setor.


Imagens de Plantações de cana no município de Dourado.







Fontes Pesquisadas: emprapa.br, agro.estadao.com.br, globorural.globo.com.br, conab.gov.br e seer.sede.embrapa.br


Vejam também neste Blog:


Lacticínio Colasc (Uma Lembrança)


Os Barões de Dourado.





quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O Vaivem. (Jornal Correio D'Oeste, Ribeirão Bonito – 1963).



O Vaivem.

Periódico do Grêmio Estudantil “19 de Maio” da ENGE Dr. Salles Júnior.
Orientadora: Profa. Maria Apparrecida Valente, Colaboradores: Professores e Alunos.
Ano I – Dourado, Março e Abril de 1963 – Nº 1.

Nesta publicação o Blog Dourado Online tem a grata satisfação de compartilhar com todos que acompanham nossos “posts” (publicações) um retrato da cidade de Dourado na década de 60. Narrações de professores que iluminam o entendimento com seus textos, comerciantes que sempre colaboraram com a divulgação de eventos em Dourado. Em destaque o texto do Professor Caldas em homenagem a Escola Salles Jr.

Ganhamos uma Escola Normal.
Nosso município foi finalmente contemplado com uma Escola Normal.
Criada pela Lei nº 6690 de 4/1/1962, de autoria do Deputado Orlando Zancaner, foi instalada oficialmente no dia 9 de março do corrente ano.

Apesar do curto espaço de tempo que tínhamos para organizar um festejo digno deste estabelecimento, foi realmente comemorada, atraindo para as dependências do nosso Salão Nobre uma enorme multidão, não faltando mesmo a conhecida corporação musical “19 de Maio” que com a sua presença, deu maior brilhantismo as festividades.

Eram precisamente 13 horas quando, com a presença de autoridades locais, a sessão solene foi aberta pela DD. Diretora da Escola Sra. Gunar de Araújo, que convidou o Prof. João Jorge Marmorato, DD. Inspetor Estadual do Ensino Secundário para a presidência da sessão.

Proferiu sua senhoria breves palavras sobre o valor e oportunidade do Curso Normal para os estudantes deste estabelecimento de ensino.

Em seguida deu-se a leitura da Ata de instalação, proferida pelo Sr. Antonio Monteiro Novo, digníssimo Secretário desta Escola.
Após a leitura foi dada a palavra à aluna Telma Rúbio que, congradulando-se com o povo, agradeceu aos Srs. Izidoro Munhoz e Elias Maluf os esforços para a concretização de tão almejado sonho. Representando o corpo docente, fez uso da palavra o Prof. Caldas. Referiu-se primeiramente sobre a repercussão entusiástica que se fez sentir, no seio da mocidade estudantil local, transformando em realidade um velho sonho destes estudantes: sua Escola Normal. Disse ainda das dificuldades que os alunos vinham enfrentando, a fim de prosseguirem seus estudos, locomovendo-se para a cidade vizinha, Ribeirão Bonito. Hoje, graças a essa instalação, estes sacrifícios deixam de existir. Doravante prosseguirão eles a sua vida estudantina no mesmo estabelecimento onde cursaram seus primeiros quatro anos ginasiais. Fez uma referência elogiosa a nossa Escola, nos seguintes termos: “Esta Escola, da qual pertenço e com muita honra, há 7 anos, tem conseguido os objetivos reais da educação pela dedicação e abnegação de seus mestres e diretores. Tendo na direção uma professora como D. Gunar de Araújo, um corpo docente capacitado, e um exemplar corpo administrativo, que tem recebido os melhores elogios de nossas autoridades escolares, por certo a ENGE “Dr. Salles Junior” terá sempre um lugar de destaque dentre as demais que formam a rede educacional de nosso Estado.

Finalmente agradeceu a presença das autoridades e convidados que prestigiaram esta festividade”. Terminada a oração foi dada a palavra ao Sr. Izidoro Munhoz, um dos batalhadores para a criação e instalação da Escola Normal. Fez referências especiais à Sra. Leonor Mendes de Barros, que deu toda atenção e apoio para que se efetivasse este grande empreendimento para Dourado. Em seguida falou o Prof. Daury Speranza enaltecendo a festa do dia. O Prof. Alfredo Gonçalves, ex-diretor do Grupo Escolar local, congratulou-se com nossa população.

Finalmente o Prof. João Jorge Marmorato encerrou a sessão convidando os presentes para assinarem a Ata da Instalação da Escola Normal.
Assim deu-se o início da Escola Normal de Dourado, um presente da primeira dama paulista Exma. Sra. D. Leonor Mendes de Barros aos douradenses. A ela os agradecimentos da “Cidade Coração”.

Professor Caldas.



Pan-Americanismo.

Nada há no mundo mais belo sentimento de amizade. Este sentimento traz consigo várias consequências como o entendimento, o perdão, a alegria e a paz.

Onde há amizade, todas as desgraças são atenuadas. Se o amor entre as pessoas do nosso convívio diário é importante, quanto mais o que se tem às pessoas diferentes!

Se houvesse realmente esse sentimento entre todas as nações, não existiriam as lutas, as guerras, essas bárbaras mortandades, que tanta desgraça trazem para os povos. O dia 14 de Abril, é para nós os americanos uma data importante porque encerra um sentimento de amizade, de camaradagem entre as Américas.

Esta data foi comemorada pela primeira vez em 14 de Abril de 1931, e faz nos recordar os vínculos políticos, econômicos e espirituais que ligam os vinte e um países do continente americano.

Vemos entre essas nações o intercâmbio econômico, cultural, a navegação marítima, a navegação aérea, tudo feito de tal moda, que venha auxiliar uma a outra, concorrendo, assim, para o progresso e a tranquilidade de todos.

Brasileiros, trabalhemos unidos, pois a união faz a força. Trabalhemos pelo mesmo ideal de paz e concórdia. Esforcemo-nos para que os laços que unem os povos das Américas se solidifiquem cada vez mais. Esforcemo-nos para que a este elo que se chama Pan Americanismo, seja ligado outros países, até que todos formem uma só corrente e possam descansar tranqüilos por terem afastado da face da terra o terrível monstro que se chama guerra destruidora da civilização do progresso, da paz e da alegria!

Silvia Pereira dos Santos.
 

Pág. 2



Interessante ainda nesta pesquisa ver as principais lojas que existiam à época e atendiam as necessidades do povo douradense.
Podemos citar a Relojoaria e Ourivesaria Jacobucci, Casa Fundada em 1918, Selaria e Livraria Brasil do Sr. Luiz Valente, Auto Posto São João do Sr. Rubens Baldin, Casa Pasquale de Irmãos Pasquale, Casa Izidoro – Armazém de secos e molhados, bebidas nacionais e estrangeiras, etc do Sr. Izidoro Munhoz.
Destaque para os Filmes da Semana.
O proprietário do Cinema “Cine São Paulo”, o Sr. Orlando Tavano costumava fazer brincadeiras com os amigos anunciando os filmes em cartaz, (Todo dia tinha filmes):
2ª feira – Ventos do Sul com o geólogo Antonio Rafael Tavano.
3ª feira – De Tanto Amar Fiquei Careca com Antonio Sérgio.
4ª feira – Didas sem Destino com a intrépida 4ª série.
5ª feira – Um Raio de Luz apresentando Matilde.
6ª feira – Na Corda Bamba com a estudiosa 2ª série.
Sábado – Os Três Mosqueteiros com Marcos Bartelotti, Ernesto Parra e Antonio Luiz Demetti.
Domingo – Vesperal – Guerra e Paz com a 1ª série.
à noite – Em cada Coração um Saudade com a 3ª série.

Pág. 3


Pág. 4


Colaborador em destaque nesta publicação:
Osvaldo Vergílio.
Trabalhos de Reciclagem.
Contato Telefone: (16) 8207-9814




Vejam também neste Blog:




















terça-feira, 27 de março de 2012

A História do Grupo Escolar - Dourado, SP.




A História do Grupo Escolar.

Quando a Câmara dos Deputados, de bancada oposicionista, levantou-se a voz, acusando a construção do Grupo Escolar no município em que o Dr. Carlos José Botelho era fazendeiro, respondeu ele sereno e decisivamente: “a verba orçamentária destinada pelo Governo à minha Secretaria é para construção de oito Grupo Escolares e dentro dela, como de Dourado, estou fazendo nove.”

Esta justificativa patriótica e honesta, foi água na fervura parlamentar. Ele poderia responder ao ataque dizendo ao acusador, que não construiu escola para seus filhos ou para os filhos dos seus colonos, mas sim, para um povo que tinha direito ao Ensino Público.

O Dr. Botelho desenhou o esquema da construção com sua própria bengala no chão onde a obra foi erguida.
O terreno onde foi construído o Grupo Escolar foi oferecido pela municipalidade em frente à praça São João.
O projeto foi idealizado entre 1907 e 1908 por Manoel Sabater, autor de inúmeras edificações escolares na antiga Superintendência de Obras Públicas.

Sua construção pode ser comparada a de Humbeeck, embora presente uma linha de estilo bastante peculiar.
Os ornamentos utilizados na composição das fachadas, são semelhantes a alguns que esse mesmo arquiteto utilizou posteriormente na elaboração de um projeto para o Grupo Escolar, em 1909.

Algumas pranchas originais estão identificadas de “Typo de Escola Mixta”. Entretanto as características da edificação são as mesmas dos demais Grupos Escolares, com oito salas de aula, isoladas 4 a 4 em alas diferentes. Separando as duas seções localiza-se uma sala destinada aos professores, o único ambiente administrativo existente na escola.

As salas de frente são separadas por uma divisória leve de madeira, podendo integrá-las num mesmo ambiente.

Com algumas diferenças entre si, quanto aos ornamentos, formas das evazaduras, as Escolas de Dourado e Ribeirão Bonito distinguem-se dos edifícios até então projetados, no tratamento formal das fachadas.

As aberturas ganham novo ritmo, concentrando-se duas a duas e os frontões normalmente situados no centro das edificações, passaram a ornamentar as extremidades do edifício.

Ao contrário do que ocorre na maioria das Escolas, nosso prédio mantém ainda as janelas originais de madeira.

No decorrer dos 90 anos de sua criação “A Escola passou por vários nomes”.
1909 = Grupo Escolar de Dourado.
04/09/1952 = De acordo com o Decreto 21.694 de 04/09/1952 – O Grupo Escolar passa a denominar-se Grupo Escolar “Senador Carlos José Botelho”.
21/01/1976 = O Decreto 7.400 de 30/12/1973 e ainda considerado o disposto no plano Estadual de implantação da Lei 5.692/71 – aprovado pelo parecer 990/72 do C.E.E resolve:
Artigo 1º : Adotar as seguintes medidas para a reestruturação da rede oficial de ensino da Divisão Regional de Educação de Ribeirão Preto, Município de Dourado.
Transformar o G.E. “Senador Carlos José Botelho” em Escola Estadual de 1º Grau “Senador Carlos José Botelho”.
23/10/1997 = Com a Municipalização do Ensino em Dourado em 1997, a E.E.P.G. “Senador Carlos José Botelho” passou a Escola Municipal de Ensino Fundamental “Senador Carlos José Botelho”.
1999 = Escola Municipal “Senador Carlos José Botelho”.

Contribuição desta publicação no blog: Osvaldo Virgilio (Tijolinho).

Fotos da Edição Especial de 1999.







Veja também neste Blog:


















segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Reminiscências Esportivas

Jornal “O Dourado” - Nº 27 - página 6, de 21 de Junho de 1997.

No dia 13 de Janeiro de 1946, um programa era exposto na praça de Dourado. O grande jogo abrindo a temporada de 1946.

Era assim anunciado ao povo douradense.

FUTEBOL EM DOURADO, Janeiro, domingo dia 13 grande tarde esportiva em Dourado, marcando o início dos jogos de 1946.

A diretoria dos “Ferroviários” pretende apresentar em 1946 grandes jogos de futebol. E para marcar o início dessas grandes competições esportivas, resolveu acertar um jogo com o quadro que representada a cidade de Ibitinga.

Esse esquadrão vira acompanhado com uma caravana de 200 pessoas, que chegará em Dourado em trem especial, gentilmente cedido pela Direção da C.E.F. Douradense.

Nas estações intermediárias entre Dourado e Ibitinga serão vendidas passagens para as pessoas que queiram acompanhar a caravana.

América Esporte Clube de Ibitinga versus Ferroviário Local.

O esquadrão visitante é ainda desconhecido do público esportivo Douradense, possuidor de um time de respeito, virá ainda reforçado com vários elementos de Itápolis e de Catanduva.

Otacílio, zagueiro do “Oeste de Itápolis”, é já nosso conhecido, Santaninha, ponta esquerda, também do “Oeste”, Laudelino Gaiola e Cabo.

O alvo Negro local, por sua vez com todos os seus titulares a postos, farão o impossível para brindar seus torcedores com uma vitória que teria grande significação para o seu já grande cartel.

Ás 15:00 horas, ótima preliminar entre o Extra América E.C. vs. Ferrinho F.C. Preços arquibancadas 5,00, geral 3,00, senhoras, senhoritas e crianças, 1,00.

A diretoria do Ferroviário empenhada pede ao povo em geral que compareça à gare local ás 12:30 horas de domingo, afim de dar aos visitantes uma recepção digna a que são merecedores.

Os patrocinadores do programa foram ás seguintes empresas, Casa Pasquale de Irmãos Pasquale, Bazar Américo de Chead e Jorge Nemes, Casa Confiança de viúva Naim Nemes, Selaria e Colchoaria Speranza de Antônio Speranza, Bar do Penha de José Penha Ramos, Padaria Aurora de Antônio Parelli, Empório Paulista de José Bustani, Hotel Recreio de Francisco Pinhanelli, o hotel que hospedou a grande caravana de Ibitinga e CINE São Paulo anunciando 2 sessões, 19:30 e 21:30 com o filme, Czarina destacando assim ela usava o título de Imperatriz, mas nunca esquecia que era antes de tudo uma linda e solitária mulher, Malicioso, brejeiro, deliciosamente escandaloso não deixem de assistir.
Dourado, 13 de janeiro de 1946.

Equipe Representativa do Ferroviária de Dourado.
Foto de 13 de Agosto de 1944.
Jogo com Bocaina.
Ferroviária de Dourado 1 X 1 Bocaina.




Da Esquerda à Direita.
Em pé: Sebastião, Gásper, Décio, Kisko, Dodinho, Pedrinho, Pitanga e Técnico Alemão.
Agachados: Mazinho, Diogo, Nole, Moreno, Léme, Carradine e Nere.




Futebol Veteranos.
(Jornal “O Dourado” - Nº 28 – Página 6, de 28/06/1997).

O Veterano F.C. de Dourado, comandado por Tião Navarro e Loy, sábado jogou e venceu a forte equipe de veteranos da USP de São Carlos. A equipe visitante, contou em suas fileiras com craques que já passaram pelo futebol profissional, entre eles, Gilmar, ex XV de Novembro de Piracicaba e da Ferroviária de Araraquara e Claudão, ex jogador do Grêmio São Carlense, e os demais jogadores com um nível técnico aprimorado. O Veterano contou com os seguintes “titios” nessa vitória de quatro tentos à dois, Duva – Dodi – Jorge – Gera – Kiko – Puerta – Rodrigo – Tezore – Cabo – Fula – Tião – Gilmar – Joãozinho – Tinão – Miranda e Tupã.

Os gols do Veterano, foram consignados por Dodi (1), Tezore (1) e Fula (2), pela USP, marcaram, Gilmar e Marcelinho.

Sábado, os veteranos voltam ao campo para mais uma peleja amistosa pretendendo somar mais uma vitória no seu repertório de sucessos.

Foto Veteranos.




Direita à esquerda,
Em pé: Fatore, Nego, Roberto, Alemão, Henrique, Paulo, Branco, Afonso, Navarro, Dódi e Nerone.
Agachados: Durval, Cajú, Gilberto, Jorge, Bolinha, Reinaldinho, Mauro, Lói, Serginho e Zecatonho.




Vejam também neste Blog:








terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Indalécio Foschini, o mais antigo comerciante de Dourado


Mais antigo comerciante de Dourado, Indalécio Foschini soube acompanhar as mudanças que a cidade passou ao longo de seus 80 anos de vida. “Não sou um saudosista. Acho que nosso município melhorou”, brinca.

Mas toca seu comércio como antigamente. Os móveis são praticamente os mesmos conservados da época em que montou o Empório da Cidade, há cerca de 50 anos. Quem atesta é seu funcionário Aparecido Valentin Calderone, 49 anos, o Cido, que trabalha para seu Indalécio desde quando tinha 16. “Mudamos apenas algumas prateleiras de lugar”, revela.

Aliás, o modo de atender também é o mesmo — o cliente pede o que deseja no balcão, e Cido é quem pega os produtos.

Filho de imigrantes italianos, seu Indalécio vive hoje com sua esposa, Maria Genoveva Ferro Freitas Foschini, com quem teve três filhos: Ivan, Wagner e Elizeth. Hoje, o casal Foschini já tem cinco netos — Marina, Wagner Jr., João Guilherme, Larissa e Thaís.

Seu Indalécio lembra da época em que a diversão dos jovens era outra — os tradicionais passeios em volta da Praça da Matriz ou mesmo os inesquecíveis bailes sediados no Dourado Clube. “As bandas atraiam muitas pessoas. Lembro que certa vez num baile tinham 42 mesas totalmente ocupadas”, diz ele.

Como quase todos os moradores, seu Indalécio estudou na Escola Senador Carlos José Botelho, época em que viveu num sítio onde cultivava algodão, café, milho entre outras culturas.

O período da Estrada de Ferro do Dourado ele também recorda-se com ânimo. Lembra que a cidade era bastante movimentada, mas pondera ao afirmar que hoje o movimento é maior. “No passado tudo era feito a pé. Hoje, Dourado cresceu”, acredita.

Também gostava de ir ao cinema, “mas dai veio a televisão e acabou” com o antigo hábito.

Disposição para o trabalho é com ele mesmo — acorda todos os dias às 6h30 da manhã e só vai se repousar às 22h. Alegre e bem humorado, seu Indalécio é exemplo de um douradense que merece ser homenageado por tudo o que fez pelo progresso de Dourado.

Fonte de Pesquisa: JC Um jornal a serviço da cidadania. (página 8 – Ano 1 – Edição 13 – Dourado, fevereiro de 2011).

Jornalista Responsável: Silvia Guerra – Mtb. 13,333.
Contato:

Colaboração: Edson Alves da Fonseca.



















Ver também:

Dourado nas décadas de 40, 50 e 60.


Lanchonete Babalú (1976).


O Último Trem (Ferrovia Douradense).


Dourado em 2 Tempos.


Escola Rural, Bairro do Bebedouro – Dourado.


Banda Marcial de Dourado.


Uma preocupação com a História de Dourado.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Informativo Dourado


Informativo Municipal de 19 de Maio de 1990 – Página 13.






Companhia Estrada de Ferro Douradense.

Um trabalho elaborado por Alberto Henrique Del Bianco para a Revista Brasileira de Ferreomodelismo trata especificamente da Companhia Estrada de Ferro do Dourado.
Com base nesse trabalho, várias informações podem ser feitas sobre a ferrovia que deu grande impulso ao desenvolvimento da cidade no início do século quando o café era um produto altamente rentável para o Brasil.
Dourado tornou-se município em 1897. Portanto a construção da Ferrovia CD (Companhia Douradense, como era também chamada) está intimamente ligada à história da cidade, já que o Decreto concedendo licença para a construção e exploração de uma estrada de ferro de Ribeirão Bonito a Dourado é de 2 de dezembro de 1898. Ou seja, o decreto, de número 622, autorizava Cyro Marcondes de Rezende a construir a estrada de ferro e datava de um ano e sete meses depois da elevação de Dourado a município.
Logo após a aprovação dos estudos necessários a linha Douradense começou a ser construída. Esses estudos preliminares foram concluídos em 7 de agosto de 1899. A bitola (distância de uma roda a outra, distância entre-eixos) escolhida na ocasião foi de 60 centímetros. No início deste século, há praticamente noventa anos, começou a abertura dos primeiros 10 quilômetros.
Isso aconteceu a partir de outubro de 1890, saindo de Ribeirão Bonito, onde havia a estação final da companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF).
Esse primeiro trecho de 10 quilômetros ligava Ribeirão Bonito a Ferraz Sales e era, como já foi explicado há pouco, bitola de 60 centímetros.
Em dezembro do ano de 1900 a construção da ferrovia teve prosseguimento e um trecho de mais de 10 quilômetros foi implantado, desta vez chegando até Dourado. Mas o prolongamento da linha não parou por ai e, em maio de 1903 foi inaugurado o segmento até Boa Esperança do Sul. Três anos depois, em 20 de agosto de 1906, foi inaugurado o trecho de 17 quilômetros ligando Boa Esperança do Sul até Ponte Alta.
Até 1906 a extensão total da ferrovia, segundo ainda os dados organizados por Del Bianco, atingia 59 quilômetros, com bitola de 60 centímetros. Nesse período existiam cinco estações: Ribeirão Bonito, Ferra Sales, Dourado, Santa Clara e Trabijú (estas construídas em 1903 e 1906 respectivamente).
Já em 1910 a extensão da ferrovia havia se alterado bastante. As linhas já alcançavam 206 quilômetros, ainda com bitola de 60 centímetros. O traçado já atingia Ibitinga e Bariri. Portanto, o trecho Ribeirão Bonito Trabijú-Ibitinga tinha uma extensão de 121 quilômetros. O trecho Trabijú Bariri era menor, chegando a 85 quilômetros.









Dourado Excluída.
A cidade de Dourado acabou sendo excluída do trecho principal da ferrovia que levava o seu nome, embora não tinha deixado de ter sido servida pela estrada. E que no dia 25 de setembro de 1908 o governo autorizou, através do decreto número 1667, o alargamento da bitola entre Ribeirão Bonito e Trabijú. Ao passar a bitola de 60 centímetros para 1 metro de largura, o traçado da ferrovia também foi modificado. A justificativa encontrada para isso pela pesquisa de Del Bianco é que o traçado primitivo era bastante acidentado.
Se o traçado era acidentado para manter o percurso original, Dourado tinha que ser mantida ao menos por causa das grandes oficinas da Douradense localizadas na cidade. Por isso, a linha principal na ocasião passou a seguir de Ribeirão Bonito para Trabijú, seguindo para Boa Esperança, Java e seguindo adiante. Dourado passou a ser servida por um ramal, que partia de Trabijú e terminava em Dourado.
Mais adiante um pouco no tempo, em 1913, foi concluído o ramal Jaú-Dourado, com extensão de 40 quilômetros e passando por locais como Pacheco, Bico da Pedra e Posto Rangel. Ainda em referência a linha principal a estrada de ferro ligava cidades como Nova Europa, Tabatinga, Ibitinga, Borborema, Porto Ferrão até Novo Horizonte.
A extensão total da ferrovia Douradense em bitola métrica chegou a 351 quilômetros.



Funcionários da Douradense.






Espetáculo da ferrovia.
Quando elaborou seu estudo a respeito da Companhia Estrada de Ferro do Dourado, Alberto Henrique Del Bianco utilizou-se de várias fontes de informação, entre elas o depoimento de ex-funcionários da ferrovia, especialmente do maquinista Fortes. E das informações dessas pessoas foi possível reconstruir importantes momentos da história da Douradense.
O caso da ferrovia existente entre Nova Europa e Curupá. Essa estrada pertencia a Fazenda Itaquerê e era destinada ao transporte de cana para a Usina Santa Fé e sacos de açúcar para Curupá (fica no Município de Tabatinga).
Em Curupá ficava a estação da Estrada de Ferro Araraquara (EFA), parte do ramal Silvania-Tabatinga.
O que de fato chamou a atenção de Del Bianco no relato do ex-maquinista da Douradense foi o fato de haver um cruzamento de três níveis para os trêns, o que foi classificado de “espetacular” pelo próprio Del Bianco. Existiam, na verdade, duas ferrovias e uma rodovia que se entrecruzavam num determinado ponto.
A situação ficava assim: na parte mais baixa passava a ferrovia Itaquerê, pertencente a fazenda, no meio a ferrovia Douradense; e no nível mais alto uma estrada de rodagem entre Araraquara e Ibitinga.



Passe.





Vídeo ferreomodelismo:




Trêns Frateschi:

http://www.youtube.com/user/TrensFrateschi?gl=BR


Ver Também:

Ferrovia Douradense.


Fotos Estações e Locomotivas:



História da Construção da Cia. Douradense das Estradas de Ferro.


Memória Histórica.


Dourado em 2 tempos:



Festa de Nossa Senhora Aparecida 2010.



Os Carneiros e a Estrela.