sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Símbolos Municipais.


Símbolos Municipais.
São eles: Brasão de Armas e a Bandeira Municipal.





 


Lei 279, de 7 de maio de 1980

Dispõe sobre os Símbolos do Município de Dourado e dá outras providências correlatas.

A Câmara Municipal de Dourado, estado de São Paulo, autoriza e eu Lafaiete Lozano, prefeito do município, promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º. – São Símbolos do Município de Dourado:
1 – O Brasão de Armas.
2 – A Bandeira Municipal.
 

Artigo 2º. – O Brasão de Armas do Município de Dourado, idealizado pelo doutor Lauro Ribeiro Escobar, do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, assim se descreve: escudo ibérico, de blau, com uma asa entre dois corações, tudo de ouro e contra-chefe deste, endentado de quatro peças, carregado de uma faixeta ondada do campo. O escudo é encimado de coroa mural de prata, de oito torres, suas portas abertas de sable e tem como suportes adextra, um ramo de cafeeiro e a sinistra, uma haste de cana de açúcar, ambos folhados e produzindo ao natural. Listel de blau, com o topônimo “Dourado” em letras de ouro.

Artigo 3º. – O Brasão de Armas ora instituído tem a seguinte interpretação:
1 – O escudo ibérico era usado em Portugal à época do descobrimento do Brasil e sua adoção evoca os primeiros colonizadores e desbravadores da nossa pátria.

2 – A cor blau (azul) do campo do escudo tem o significado heráldico de justiça, formosura, doçura, nobreza, vigilância, serenidade, constância, firmeza incorruptível, dignidade, zelo e lealdade, atributos de administradores e munícipes, na constante busca do progresso do município.

3 – A asa é o timbre das Armas da Família Abreu, lembrando no Brasão de Armas de Dourado a figura de José Modesto de Abreu, doador das terras onde se situa o município. É a asa, emblema heráldico de solicitude, diligência e assiduidade.

4 – Os corações constituem símbolo de coragem, honra, afeição, amor, sinceridade, liberalidade e caridade, referindo-se também ao cognome de Dourado, “Cidade Coração do Estado de São Paulo”.

5 – O contra-chefe (parte inferior do escudo) endentado (com o bordo em forma de serra), lembra a Serra do Dourado, da qual, segundo alguns historiadores, adveio o topônimo “Dourado”.

6 – O metal ouro, designa riqueza, esplendor, glória, nobreza, poder, força, fé, prosperidade, soberania e mando, objetivo dos munícipes que, com irrestrita fé no Criador, buscam para seu torrão natal a prosperidade e a glória.

7 – A faixeta ondada simboliza os cursos de água aludindo à riqueza hidrográfica do município, em especial ao Rio Jacará-Pipira, onde se encontra um recanto turístico de grande beleza, que atrai numerosas pessoas nos fins de semana para saudáveis momentos de lazer.

8 – A coroa mural é o símbolo da emancipação política e, de prata, com oito torres, das quais unicamente cinco estão aparentadas, constitui a reservada às cidades. As portas abertas de sable (preto) proclamam o caráter hospitaleiro do povo de Dourado.

9 – O ramo cafeeiro e a haste de cana-de-açúcar atestam a fertilidade das terras generosas de Dourado, de que são importante produtos e indicam as lides do campo como o fator basco da economia municipal.




10 – No listel o topônimo “Dourado” identifica o município.

Artigo 4º. – A Bandeira de Dourado, assim se descreve: retangular, de azul, com um triângulo de branco movente de tralha, carregado do Brasão de Armas a que se refere o artigo 2º.

Artigo 5º. – Tem a Bandeira 14 M (quatorze módulos) de altura, por 20 M (vinte módulos) de comprimento; o triângulo branco tem a base coincidente com a tralha e 15 M (quinze módulos) de altura e o Brasão de Armas tem 6,5 M (seis módulos e meio) de altura.

Artigo 6º. – O Brasão de Armas é exclusivo do Poder Público Municipal e será usado:

1 – Obrigatoriamente,
a) nos documentos, demais papéis e correspondência oficial;
b) no gabinete do prefeito municipal e na sala de sessões da Câmara de Vereadores.

2 – Facultativamente,
a) na facha dos edifícios públicos;
b) nos veículos oficiais e
c) nos locais onde se realizem festividades promovidas pela municipalidade.

Artigo 7º. – A apresentação e sinais de respeito devidos aos Símbolos de Dourado regular-se-ão, no que couber, pela legislação federal.

Artigo 8º. – É proibida a manutenção e reprodução dos Símbolos de Dourado em locais ou situações incompatíveis com o decoro, bem como em propaganda comercial ou política.

Artigo 9º. – Mediante expressa autorização e a exclusivo critério do prefeito municipal poderão os Símbolos de Dourado ser reproduzidos em distintivos, selos, medalhas, adesivos, flâmulas, bandeirolas, objetos artísticos ou de uso pessoal, em campanhas cívicas, assistenciais, culturais ou de divulgação turística.

§ 1º. – As reproduções deverão obedecer às proporções e cores originais, ficando arquivadas na Prefeitura Municipais exemplares destinados a servir de modelo.

§ 2º. – Para a reprodução monocromática do Brasão de Armas é obrigatória a representação de seus metais e cores de acordo com a conversão heráldica internacionalmente aceita.

Artigo 10º. – O Poder Executivo, mediante Decreto, estabelecerá as sanções para as infrações dos dispositivos desta lei.

Artigo 11º. – Esta lei entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Prefeitura Municipal de Dourado, aos 7 de maio de 1980.
Lafaiete Lozano
Prefeito Municipal

Publicada, registrada e afixada em local de costume na Prefeitura Municipal, aos 7 de maio de 1980.
José Colagrossi
Secretário Municipal


Fonte de Pesquisa: Site Prefeitura Municipal de Dourado.





segunda-feira, 25 de agosto de 2008

História Política - Depoimento Dona Cecília Braga.





Tolerãncia, Amizade e Compreensão.


O meu avô, Pedro Luís era Ministro, trabalhava portanto na Corte, grande idealista, detestava o regime de escravidão mas não era rico.
O seu sogro, meu bisavô era escravocrata, latifundiário no Bananal e muito rico; tanto que conseguiu presentear cada genro com uma fazenda e bem grande! Gostava tanto do meu avô que quando ia passar uns dias na sua fazenda (naturalmente chama-se Independência e ele já havia arrancado cercas, demolido muros e destruído tudo quanto aparentasse ar de presídio!).
Mas o sogro o adorava bem assim a filha e os netos, mandavam então os carros buscá-los exigindo a presença de todos em sua casa gigantesca onde hoje funciona a Prefeitura do Bananal. Lá vinham eles com "armas e bagagens" mucamas, moleques de recados etc..., nos carros puxados por belos cavalos.
A nota pitoresca é a seguinte: havia muito descontentamento político, meu bisavô possuía grande soma de dinheiro em Londres e emprestara a Coroa digno a D. Pedro II, o que lhe foi possível durante a guerra do Paraguai e temia perder o braço escravo. Como poderia continuar a Cultivar a terra?

      Entretanto, aos domingos havia debates na praça pública, genro e sogro muito bem trajados com fraque, cartola, "Plastron" alfinete de gravata com pérola e brilhante, bengala, davam-se o braço atravessam a rua e já se encontravam no coreto rodeado de populares; era grande a afluência.

Começava o meu bisavô Manoel Aguiar Vallim elogiando D. Pedro, o Regime, defendendo a Monarquia em todos os pontos de vista terminando seu discurso dava lugar ao genro; o vovô Pedro Luís era inflamado, contraditório, veemente atacava a Monarquia desejava a República e contradizia o sogro em tudo asperamente. Findo o discurso ambos davam-se os braços novamente e voltavam a casa onde uma alta ceia os esperava.

Certa vez perguntaram ao vovô: Como pode um Ministro ser contra o regime?
É porque o Ministro vê as coisas de perto.
Conforme relata, um inimigo, político pode ser um grande amigo pessoal.
As vezes me pergunto se passou pela cabeça de alguns de meus avós possuidores de terras e escravos, credores de Bancos de Londres, etc., etc., etc., se... viriam a ter uma neta pobre!
C'est La vie.
Cecília Barros Pereira de Sousa Braga.
Arquivo – Folha de Dourado, nº 67, de 01/08/1992.

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História Política.
Intendência: O primeiro Intendente do Município foi o Dr. Maximiliano de Oliveira Sampaio (1897 - 1902) o segundo Intendente foi Calmélio Caldas (1902 - 1906).
O terceiro Intendente foi José Arruda Penteado (1905).
O quarto Intendente foi Francisco Martins Bonilha (1906).

 
PREFEITOS MUNICIPAIS: O quinto Intendente e o primeiro Prefeito Municipal foi Alfredo Augusto de Araújo (1906 - 1926).
Segundo Prefeito - Trajano Arruda Penteado (1927 - 1930), 3o. Prefeito - Arlindo Soares de Azevedo (outubro de 1930 a abril de 1931 e de julho de 1932 a outubro de 1932), 4o. Prefeito - Francisco Borja Cardoso (de outubro de 1935 a julho de 1938), 5o. Prefeito - Dr. José Inácio Camargo Penteado (de julho a agosto de 1938), 6o. Prefeito - Trajano de Arruda Penteado (1940 a 1945), 7o. Prefeito - José Buzzá (1945 - 1947).
O Golpe de Estado de 1930 estabeleceu um governo discricionário e em pleito Eleitoral em 1947, 17 anos depois foi eleito o Dr. José Buzzá para Prefeito Municipal (1948 a 1952), 9o. Prefeito - Elias Maluf (1952 - 1955), 10o. Prefeito - Moacyr Penteado Toledo (1956 - 1959), 11o. Prefeito - Edmar Monteiro (1960 - 1963), 12o. Prefeito - Elias Maluf (1964 - 1967) casado, 13o. Prefeito - Antonio Bueno Munhoz (19/07/1967 a 23/08/1967),

 
14o. Prefeito -
Antonio Bueno Munhoz (22/08/1967 a 31/01/1969), 15o. Prefeito Oswaldo Munhoz (01/02/1969 a 31/01/1973), 16o. Prefeito - Antonio Bueno Munhoz (01/02/1973 a 01/02/1977), 17o. Prefeito - Lafaiete Lozano (01/02/1977 a 31/01/1983), 18o. Prefeito - Oswaldo Munhoz (01/02/1983 a 31/12/1988), 19o. Prefeito - Dr. Ídio Carli (01/01/1989 a 31/12/1992), 20o. Prefeito - Lafaiete Lozano (01/01/1993 a 31/12/1996), 21o. Prefeito - Dr. Ídio Carli assumiu em 01/01/1997 a 31/12/2000, 22o. Prefeito - Dr. Ídio Carli de 01/01/2001 a 31/12/2004. 23o. Prefeito - Dr. Edmur Pereira Buzzá assumiu em 01 de Janeiro de 2005 e se reelegeu em 2008, 24o. Prefeito - Luiz Antonio Rogante Junior se elegeu  em Outubro de 2012 - mandato de 2013 a 2016 e se reelegeu para o mandato de 2017 a 2020, 25o. Prefeito - Gino José Torrezan mandato de 01 de Janeiro de 2021 a 31 de Dezembro de 2024.
Luiz Antonio Rogante Junior se elegeu em Outubro de 2024 - mandato de 2025 a 2028.

Fonte de pesquisa: Arquivos da Biblioteca Pública Municipal de Dourado.


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Dourado Clube e Uaru Clube.




Os Principais Clubes de Dourado.
No dia 29 de janeiro deste ano, Dourado Clube completou 60 anos de fundação. Por ele já se apresentaram as bandas e orquestras consagradas no território nacional, como Arley e sua Orquestra, Casino de Sevilla, Banda Doce Veneno, Internacional Free Band, entre outros. Casais de várias gerações já testemunharam rítmos tradicionais e sons musicais que vão desde boleros, rumbas, fox, tango, aos atuais como axé e pagode.

Foto Recordação: Prédio Dourado Clube (06/07/1948) compartilhada por Celso Poli Junior.


Convite e Programa de Solenidades da inauguração.




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Uaru Clube.

Já a história do Uaru Clube começou quando pelo Decreto Municipal nº 163, de 12 de fevereiro de 1960, baixado pelo então Prefeito Sr. Edmar Monteiro, foi nomeada a Comissão Municipal de Esportes, cuja finalidade primordial seria a organização de uma entidade que visasse a construção de nossa piscina. Assim, em 09 de outubro de 1960 realizou-se a assembléia geral da fundação do atual Uaru Clube.

Foto Recordação:


JORNAL DE DOURADO-EDIÇÃO ESPECIAL-19/05/1968- Numa tarde de sol no Uarú Clube...
Foto compartilhada com Déo em set/2013.
 




O nome UARU, vem de um peixe da região amazônica que foi sugerido pelo Sr. Antonio Monteiro Novo e unanimamente aclamado pela assembléia geral, pois a denominação escolhida teria que se relacionar com a água. Na mesma ocasião, designou-se uma Comissão para formular o Estatuto da recém fundada Sociedade. Após sua elaboração, elegeu-se a primeira Diretoria do Uaru Clube, passando esta, de imediato a trabalhar na procura do terreno para a localização de sua sede social.


Inicialmente ventilou-se a hipótese de se instalar a piscina no Estádio Municipal do Parque São Pedro, que seria cedido em comodado pela Prefeitura Municipal. Entretanto, deram-se numerosos obstáculos, impedindo a concretização desta primeira idéia. Examinaram-se outros terrenos, mas estes não preenchiam as condições requeridas.
Posteriormente entrou-se em contato com o Sr. Sebastião Assumpção Malheiro, benemérito fazendeiro do Município, expondo-se as dificuldades encontradas na localização do terreno. O contato mantido originou a doação do referido terreno, que se situa entre os prolongamentos das ruas Santos Dumont e Dr. Francisco Borja Cardoso, à margem direita do córrego de delimitação do perímetro urbano.



A área total perfaz 8.000 metros quadrados e nela se encontra o Uaru Clube, um dos mais jovens integrantes da Federação Paulista de Natação. Depois de conseguido o terreno, despendeu-se muito sacrifício para a realização dos planos elaborados. Devem-se registrar as valiosas subvenções recebidas dos Deputados Estaduais Dr. Leônidas Ferreira e Dr. Nelson Pereira, além de notória contribuição do Banco Novo Mundo S.A. e de muitos outros douradenses residentes fora de nossa comunidade. Salienta-se, ainda, o trabalho da Diretoria, bem como do Sr. Rodney Fantini que desenvolveu profícuos esforços quando da conclusão das piscinas.
Não se pode esquecer a cooperação dos próprios sócios fundadores que não esmoeceram no sentido de ver concretizada a obra. O Sr. Antonio Monteiro Novo tem-se constituído num emérito batalhador, não poupando esforços desde o início e sempre que sua pessoa é solicitada.

Finalmente em 12 de dezembro de 1965, eram solenemente inauguradas as piscinas do Uaru Clube, que funcionaram a título precário durante seis meses, até quando os vestiários foram construídos. Para completar a parte relativa às piscinas, instalaram-se as plataformas de saltos e posteriormente os elementos acessórios (escadas, balizas para competições, etc.) As primeiras próximas realizações voltam-se à construção de uma arquibancada para espectadores e do alambrado que circundará as piscinas.
Nos dias atuais o Uaru Clube encontra-se com um Minicampo, Departamento de Sauna, Piscina Olímpica, Quadras de Tênis, de Vôlei e Futebol de areia, Sala de musculação, aquisição de terreno anexo ao clube e o prédio de salão de festas e dependências para o bar.



Dados realizados com base em pesquisa ao Jornal “O Dourado” página 08 de 25/02/2005.

Ver também: