sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Símbolos Municipais.


Símbolos Municipais.
São eles: Brasão de Armas e a Bandeira Municipal.





 


Lei 279, de 7 de maio de 1980

Dispõe sobre os Símbolos do Município de Dourado e dá outras providências correlatas.

A Câmara Municipal de Dourado, estado de São Paulo, autoriza e eu Lafaiete Lozano, prefeito do município, promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º. – São Símbolos do Município de Dourado:
1 – O Brasão de Armas.
2 – A Bandeira Municipal.
 

Artigo 2º. – O Brasão de Armas do Município de Dourado, idealizado pelo doutor Lauro Ribeiro Escobar, do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, assim se descreve: escudo ibérico, de blau, com uma asa entre dois corações, tudo de ouro e contra-chefe deste, endentado de quatro peças, carregado de uma faixeta ondada do campo. O escudo é encimado de coroa mural de prata, de oito torres, suas portas abertas de sable e tem como suportes adextra, um ramo de cafeeiro e a sinistra, uma haste de cana de açúcar, ambos folhados e produzindo ao natural. Listel de blau, com o topônimo “Dourado” em letras de ouro.

Artigo 3º. – O Brasão de Armas ora instituído tem a seguinte interpretação:
1 – O escudo ibérico era usado em Portugal à época do descobrimento do Brasil e sua adoção evoca os primeiros colonizadores e desbravadores da nossa pátria.

2 – A cor blau (azul) do campo do escudo tem o significado heráldico de justiça, formosura, doçura, nobreza, vigilância, serenidade, constância, firmeza incorruptível, dignidade, zelo e lealdade, atributos de administradores e munícipes, na constante busca do progresso do município.

3 – A asa é o timbre das Armas da Família Abreu, lembrando no Brasão de Armas de Dourado a figura de José Modesto de Abreu, doador das terras onde se situa o município. É a asa, emblema heráldico de solicitude, diligência e assiduidade.

4 – Os corações constituem símbolo de coragem, honra, afeição, amor, sinceridade, liberalidade e caridade, referindo-se também ao cognome de Dourado, “Cidade Coração do Estado de São Paulo”.

5 – O contra-chefe (parte inferior do escudo) endentado (com o bordo em forma de serra), lembra a Serra do Dourado, da qual, segundo alguns historiadores, adveio o topônimo “Dourado”.

6 – O metal ouro, designa riqueza, esplendor, glória, nobreza, poder, força, fé, prosperidade, soberania e mando, objetivo dos munícipes que, com irrestrita fé no Criador, buscam para seu torrão natal a prosperidade e a glória.

7 – A faixeta ondada simboliza os cursos de água aludindo à riqueza hidrográfica do município, em especial ao Rio Jacará-Pipira, onde se encontra um recanto turístico de grande beleza, que atrai numerosas pessoas nos fins de semana para saudáveis momentos de lazer.

8 – A coroa mural é o símbolo da emancipação política e, de prata, com oito torres, das quais unicamente cinco estão aparentadas, constitui a reservada às cidades. As portas abertas de sable (preto) proclamam o caráter hospitaleiro do povo de Dourado.

9 – O ramo cafeeiro e a haste de cana-de-açúcar atestam a fertilidade das terras generosas de Dourado, de que são importante produtos e indicam as lides do campo como o fator basco da economia municipal.




10 – No listel o topônimo “Dourado” identifica o município.

Artigo 4º. – A Bandeira de Dourado, assim se descreve: retangular, de azul, com um triângulo de branco movente de tralha, carregado do Brasão de Armas a que se refere o artigo 2º.

Artigo 5º. – Tem a Bandeira 14 M (quatorze módulos) de altura, por 20 M (vinte módulos) de comprimento; o triângulo branco tem a base coincidente com a tralha e 15 M (quinze módulos) de altura e o Brasão de Armas tem 6,5 M (seis módulos e meio) de altura.

Artigo 6º. – O Brasão de Armas é exclusivo do Poder Público Municipal e será usado:

1 – Obrigatoriamente,
a) nos documentos, demais papéis e correspondência oficial;
b) no gabinete do prefeito municipal e na sala de sessões da Câmara de Vereadores.

2 – Facultativamente,
a) na facha dos edifícios públicos;
b) nos veículos oficiais e
c) nos locais onde se realizem festividades promovidas pela municipalidade.

Artigo 7º. – A apresentação e sinais de respeito devidos aos Símbolos de Dourado regular-se-ão, no que couber, pela legislação federal.

Artigo 8º. – É proibida a manutenção e reprodução dos Símbolos de Dourado em locais ou situações incompatíveis com o decoro, bem como em propaganda comercial ou política.

Artigo 9º. – Mediante expressa autorização e a exclusivo critério do prefeito municipal poderão os Símbolos de Dourado ser reproduzidos em distintivos, selos, medalhas, adesivos, flâmulas, bandeirolas, objetos artísticos ou de uso pessoal, em campanhas cívicas, assistenciais, culturais ou de divulgação turística.

§ 1º. – As reproduções deverão obedecer às proporções e cores originais, ficando arquivadas na Prefeitura Municipais exemplares destinados a servir de modelo.

§ 2º. – Para a reprodução monocromática do Brasão de Armas é obrigatória a representação de seus metais e cores de acordo com a conversão heráldica internacionalmente aceita.

Artigo 10º. – O Poder Executivo, mediante Decreto, estabelecerá as sanções para as infrações dos dispositivos desta lei.

Artigo 11º. – Esta lei entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Prefeitura Municipal de Dourado, aos 7 de maio de 1980.
Lafaiete Lozano
Prefeito Municipal

Publicada, registrada e afixada em local de costume na Prefeitura Municipal, aos 7 de maio de 1980.
José Colagrossi
Secretário Municipal


Fonte de Pesquisa: Site Prefeitura Municipal de Dourado.





segunda-feira, 25 de agosto de 2008

História Política - Depoimento Dona Cecília Braga.





Tolerãncia, Amizade e Compreensão.


O meu avô, Pedro Luís era Ministro, trabalhava portanto na Corte, grande idealista, detestava o regime de escravidão mas não era rico.
O seu sogro, meu bisavô era escravocrata, latifundiário no Bananal e muito rico; tanto que conseguiu presentear cada genro com uma fazenda e bem grande! Gostava tanto do meu avô que quando ia passar uns dias na sua fazenda (naturalmente chama-se Independência e ele já havia arrancado cercas, demolido muros e destruído tudo quanto aparentasse ar de presídio!).
Mas o sogro o adorava bem assim a filha e os netos, mandavam então os carros buscá-los exigindo a presença de todos em sua casa gigantesca onde hoje funciona a Prefeitura do Bananal. Lá vinham eles com "armas e bagagens" mucamas, moleques de recados etc..., nos carros puxados por belos cavalos.
A nota pitoresca é a seguinte: havia muito descontentamento político, meu bisavô possuía grande soma de dinheiro em Londres e emprestara a Coroa digno a D. Pedro II, o que lhe foi possível durante a guerra do Paraguai e temia perder o braço escravo. Como poderia continuar a Cultivar a terra?

      Entretanto, aos domingos havia debates na praça pública, genro e sogro muito bem trajados com fraque, cartola, "Plastron" alfinete de gravata com pérola e brilhante, bengala, davam-se o braço atravessam a rua e já se encontravam no coreto rodeado de populares; era grande a afluência.

Começava o meu bisavô Manoel Aguiar Vallim elogiando D. Pedro, o Regime, defendendo a Monarquia em todos os pontos de vista terminando seu discurso dava lugar ao genro; o vovô Pedro Luís era inflamado, contraditório, veemente atacava a Monarquia desejava a República e contradizia o sogro em tudo asperamente. Findo o discurso ambos davam-se os braços novamente e voltavam a casa onde uma alta ceia os esperava.

Certa vez perguntaram ao vovô: Como pode um Ministro ser contra o regime?
É porque o Ministro vê as coisas de perto.
Conforme relata, um inimigo, político pode ser um grande amigo pessoal.
As vezes me pergunto se passou pela cabeça de alguns de meus avós possuidores de terras e escravos, credores de Bancos de Londres, etc., etc., etc., se... viriam a ter uma neta pobre!
C'est La vie.
Cecília Barros Pereira de Sousa Braga.
Arquivo – Folha de Dourado, nº 67, de 01/08/1992.

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História Política.
Intendência: O primeiro Intendente do Município foi o Dr. Maximiliano de Oliveira Sampaio (1897 - 1902) o segundo Intendente foi Calmélio Caldas (1902 - 1906).
O terceiro Intendente foi José Arruda Penteado (1905).
O quarto Intendente foi Francisco Martins Bonilha (1906).

 
PREFEITOS MUNICIPAIS: O quinto Intendente e o primeiro Prefeito Municipal foi Alfredo Augusto de Araújo (1906 - 1926).
Segundo Prefeito - Trajano Arruda Penteado (1927 - 1930), 3o. Prefeito - Arlindo Soares de Azevedo (outubro de 1930 a abril de 1931 e de julho de 1932 a outubro de 1932), 4o. Prefeito - Francisco Borja Cardoso (de outubro de 1935 a julho de 1938), 5o. Prefeito - Dr. José Inácio Camargo Penteado (de julho a agosto de 1938), 6o. Prefeito - Trajano de Arruda Penteado (1940 a 1945), 7o. Prefeito - José Buzzá (1945 - 1947).
O Golpe de Estado de 1930 estabeleceu um governo discricionário e em pleito Eleitoral em 1947, 17 anos depois foi eleito o Dr. José Buzzá para Prefeito Municipal (1948 a 1952), 9o. Prefeito - Elias Maluf (1952 - 1955), 10o. Prefeito - Moacyr Penteado Toledo (1956 - 1959), 11o. Prefeito - Edmar Monteiro (1960 - 1963), 12o. Prefeito - Elias Maluf (1964 - 1967) casado, 13o. Prefeito - Antonio Bueno Munhoz (19/07/1967 a 23/08/1967),

 
14o. Prefeito -
Antonio Bueno Munhoz (22/08/1967 a 31/01/1969), 15o. Prefeito Oswaldo Munhoz (01/02/1969 a 31/01/1973), 16o. Prefeito - Antonio Bueno Munhoz (01/02/1973 a 01/02/1977), 17o. Prefeito - Lafaiete Lozano (01/02/1977 a 31/01/1983), 18o. Prefeito - Oswaldo Munhoz (01/02/1983 a 31/12/1988), 19o. Prefeito - Dr. Ídio Carli (01/01/1989 a 31/12/1992), 20o. Prefeito - Lafaiete Lozano (01/01/1993 a 31/12/1996), 21o. Prefeito - Dr. Ídio Carli assumiu em 01/01/1997 a 31/12/2000, 22o. Prefeito - Dr. Ídio Carli de 01/01/2001 a 31/12/2004. 23o. Prefeito - Dr. Edmur Pereira Buzzá assumiu em 01 de Janeiro de 2005 e se reelegeu em 2008, Luiz Antonio Rogante Junior se elegeu  em Outubro de 2012 - mandato de 2013 a 2016 e se reelegeu para o mandato de 2017 a 2020.

Fonte de pesquisa: Arquivos da Biblioteca Pública Municipal de Dourado.


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Dourado Clube e Uaru Clube.




Os Principais Clubes de Dourado.
No dia 29 de janeiro deste ano, Dourado Clube completou 60 anos de fundação. Por ele já se apresentaram as bandas e orquestras consagradas no território nacional, como Arley e sua Orquestra, Casino de Sevilla, Banda Doce Veneno, Internacional Free Band, entre outros. Casais de várias gerações já testemunharam rítmos tradicionais e sons musicais que vão desde boleros, rumbas, fox, tango, aos atuais como axé e pagode.

Foto Recordação: Prédio Dourado Clube (06/07/1948) compartilhada por Celso Poli Junior.


Convite e Programa de Solenidades da inauguração.




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Uaru Clube.

Já a história do Uaru Clube começou quando pelo Decreto Municipal nº 163, de 12 de fevereiro de 1960, baixado pelo então Prefeito Sr. Edmar Monteiro, foi nomeada a Comissão Municipal de Esportes, cuja finalidade primordial seria a organização de uma entidade que visasse a construção de nossa piscina. Assim, em 09 de outubro de 1960 realizou-se a assembléia geral da fundação do atual Uaru Clube.

Foto Recordação:


JORNAL DE DOURADO-EDIÇÃO ESPECIAL-19/05/1968- Numa tarde de sol no Uarú Clube...
Foto compartilhada com Déo em set/2013.
 




O nome UARU, vem de um peixe da região amazônica que foi sugerido pelo Sr. Antonio Monteiro Novo e unanimamente aclamado pela assembléia geral, pois a denominação escolhida teria que se relacionar com a água. Na mesma ocasião, designou-se uma Comissão para formular o Estatuto da recém fundada Sociedade. Após sua elaboração, elegeu-se a primeira Diretoria do Uaru Clube, passando esta, de imediato a trabalhar na procura do terreno para a localização de sua sede social.


Inicialmente ventilou-se a hipótese de se instalar a piscina no Estádio Municipal do Parque São Pedro, que seria cedido em comodado pela Prefeitura Municipal. Entretanto, deram-se numerosos obstáculos, impedindo a concretização desta primeira idéia. Examinaram-se outros terrenos, mas estes não preenchiam as condições requeridas.
Posteriormente entrou-se em contato com o Sr. Sebastião Assumpção Malheiro, benemérito fazendeiro do Município, expondo-se as dificuldades encontradas na localização do terreno. O contato mantido originou a doação do referido terreno, que se situa entre os prolongamentos das ruas Santos Dumont e Dr. Francisco Borja Cardoso, à margem direita do córrego de delimitação do perímetro urbano.



A área total perfaz 8.000 metros quadrados e nela se encontra o Uaru Clube, um dos mais jovens integrantes da Federação Paulista de Natação. Depois de conseguido o terreno, despendeu-se muito sacrifício para a realização dos planos elaborados. Devem-se registrar as valiosas subvenções recebidas dos Deputados Estaduais Dr. Leônidas Ferreira e Dr. Nelson Pereira, além de notória contribuição do Banco Novo Mundo S.A. e de muitos outros douradenses residentes fora de nossa comunidade. Salienta-se, ainda, o trabalho da Diretoria, bem como do Sr. Rodney Fantini que desenvolveu profícuos esforços quando da conclusão das piscinas.
Não se pode esquecer a cooperação dos próprios sócios fundadores que não esmoeceram no sentido de ver concretizada a obra. O Sr. Antonio Monteiro Novo tem-se constituído num emérito batalhador, não poupando esforços desde o início e sempre que sua pessoa é solicitada.

Finalmente em 12 de dezembro de 1965, eram solenemente inauguradas as piscinas do Uaru Clube, que funcionaram a título precário durante seis meses, até quando os vestiários foram construídos. Para completar a parte relativa às piscinas, instalaram-se as plataformas de saltos e posteriormente os elementos acessórios (escadas, balizas para competições, etc.) As primeiras próximas realizações voltam-se à construção de uma arquibancada para espectadores e do alambrado que circundará as piscinas.
Nos dias atuais o Uaru Clube encontra-se com um Minicampo, Departamento de Sauna, Piscina Olímpica, Quadras de Tênis, de Vôlei e Futebol de areia, Sala de musculação, aquisição de terreno anexo ao clube e o prédio de salão de festas e dependências para o bar.



Dados realizados com base em pesquisa ao Jornal “O Dourado” página 08 de 25/02/2005.

Ver também:





sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Plenário Edson Justi

Jornal “Folha de Dourado” - Ano II – nº 101 – 28 de maio de 1993.

Plenário da Câmara tem nome de Edson Justi.

O ex-vereador Edson Justi é o patrono do plenário da Câmara de Vereadores de Dourado, uma homenagem feita pelo Legislativo para um dos mais marcantes representantes durante toda a história do Município. A placa foi afixada na terça-feira, durante a realização de Sessão Solene, onde compareceram parentes e amigos do vereador falecido em 88, durante o exercício do seu segundo mandato.

O discurso de saudação ao patrono do plenário foi lido pelo vereador José Affonso. Maria José Davóglio Justi, viúva do vereador, também esteve presente a homenagem e lembrou algumas passagens e o modo de ser do vereador, que morreu aos 34 anos de idade depois de um processo muito rápido da doença que o atingiu. Segundo ela, Justinho, com era conhecido, foi uma pessoa envolvente e cativante, tendo sido o vereador mais votado na primeira legislatura que disputou, conseguindo naquela época, mais de 200 votos. Na eleição seguinte, ele ficaria em segundo lugar com 174 votos. Mas em ambas as ocasiões não deixou de ocupar a Presidência da Casa. “Era um político muito hábil e as questões mais candentes do município na área do legislativo, certamente passavam pelas suas mãos”, disse um dos políticos que conviveu com Justi.

Edson Justi nasceu no dia 17 de setembro de 1954, em Dourado. Ao contrário de vários exemplos em Dourado foi o único da família de sete irmãos que se dedicaria a política onde se revelou um grande articulador. Mesmo os seus adversários da época nunca deixaram de reconhecer seus méritos. A morte viria no dia 12 de outubro de 1988, quando deixou sua esposa, professora Maria José Davóglio Justi e as filhas, Sumara e Fernanda hoje com 12 e 15 anos respectivamente.


Visitem também o site da Câmara Municipal no endereço eletrônico:
http://www.camaradourado.sp.gov.br/

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Sistema de Telefones.

Jornal de Dourado – Ano I – nº 03 – 26 de julho de 1981

Inauguração do novo Sistema de Telefones.

Foi inaugurado à 00:00 horas do dia 20 do mês de julho o sistema automático de telefones da nossa cidade, pois o sistema anterior era o sistema magnético.

A construção da nova rede telefônica foi realizada por cerca de 60 empregados da SIRTEL, empresa contratada pela TELESP a fim de realizar tal obra e pela seção TIC-4 da Telesp, sob a coordenação do engenheiro Luiz Antonio Monte Alegre e com a ajuda eficiente do técnico em telefonia Raul André Pendenza.

A execução dos serviços de instalação dos novos aparelhos está sendo realizada por outra seção da Telesp e inclusive já estão quase todos instalados. Aliás, pede-se um alerta com relação aos números dos aparelhos que foram modificados.

A obra foi iniciada a cerca de três meses atrás, mas a rede construída não inclui a zona rural. Quanto as instalações dos orelhões, sabe-se somente que o projeto está em andamento, mas não se sabe a data exata de sua vinda para a cidade, apenas supõe-se que será em breve.

Um muito obrigado à TELESP e a SIRTEL que com a realização dessa obra ajudaram Dourado a dar mais um passo em direção do desenvolvimento.


segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Rua Ciro Rezende



Conheça nossas ruas e a origem do seu nome.

Jornal “O Dourado”: página 02 de 19 de maio de 1999.

Rua Ciro Rezende.

(Cyro Marcondes Rezende).

Cyro Marcondes Rezende, nasceu em 29 de junho de 1861 em Pindamonhangaba, deste estado, filho de Manuel da Costa Rezende e de Dona Clara Marcondes Rezende. Estudou humanidades em Taubaté e São Paulo, tendo feito vários exames com boas notas.

Dedicou-se ao comércio, onde desenvolveu sua grande atividade, e em seguida à lavoura, onde prosperou ainda mais. Em 05 de janeiro de 1884 contraiu matrimonio com Dona Minervina Marcondes de Souza, não tiveram filhos. No mesmo ano, em 1884, comprou a fazenda Trabijú, município de Pindamonhangaba, que pertencera a seu pai, mostrando sempre grande amor ao trabalho.


Cyro Rezende, porém, desejava sempre progredir, de ser um grande agricultor; e por isso, em 28 de maio de 1887, fez uma viagem a chamada zona do oeste do Estado, comprando a fazenda Santa Eulália, em Brotas, e partindo lá de mudança, em 11 de junho do mesmo ano, onde trabalhou bastante, fazendo prosperar sua lavoura, e tornando-se um rico agricultor de grandes conhecimentos e larga visão.

Espírito muito empreendedor, desejava ainda prosperar muito, obteve do Governo do Estado, pelo Decreto número 622, de 2 de dezembro de 1898, concessão para construção e exploração de uma estrada de ferro, de bitola de 0,60m, partindo de Ribeirão Bonito à Vila de Dourado, passando por Ferraz Salles (hoje, Fazenda Bom Jardim), com 20 quilometros de extensão.


Em 16 de janeiro de 1899, organizou a COMPANHIA ESTRADA DE FERRO DE DOURADO, a “douradense”, em 04 de outubro de 1900 abria ao trafego público o trecho da linha entre Ribeirão Bonito e Coronel Ferraz Salles, com extensão de 9.900 metros. Prosseguindo a construção, em 30 de novembro de 1900, inaugurou os restantes 10.100 metros, de Coronel Ferraz Salles a Dourado. Obtendo novas concessões, foram as linhas prolongadas e atingindo a Companhia Dourado a extensão de 273 quilometros na data de seu falecimento, em 19 de janeiro de 1925.


Por força da Lei Municipal nº 79, de abril de 1951, foi criada a denominação de Rua Ciro Rezende, a Rua situada ao lado esquerdo da Praça 24 de Outubro (hoje, Antonio Monteiro Novo), da linha ferroviária a rua 13 de maio. Homenagem esta mais do que justa e de reconhecimento ao fundador da Companhia Estrada de Ferro do Dourado, contribuidor do progresso de nosso município.

Pesquisa: Casa dos Papéis: Rua Coronel Francisco Martins Bonilha, 270, Dourado, 17 de maio de 1999.

Congratulações ao Sr. José Miguel Demeti que tanto tem colaborado com as pesquisas preservando a memória histórica de nossa cidade.

Foto no site http://br.geocities.com/cefdourado/ , colaborador: Alberto Henrique Del Bianco (Curador do Museu virtual da Cia. Douradense).



Ver também: Praça Alfredo Araújo

http://douradocidadeonline.blogspot.com/2008/08/praa-alfredo-arajo.html

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Praça Alfredo Araújo



Conheça nossas ruas, praças e a origem dos seus nomes.
Jornal “O Dourado” – pág 03 de 24 de agosto de 2002.
Praça Alfredo Araújo.

Situado na esquina entre as ruas Demétrio Calfat e Santos Dumont, onde está localizada a Prefeitura Municipal, tendo recebido esta denominação através da Lei Nº 112, de 28 de novembro de 1951, como uma homenagem póstuma do Município ao homem público que foi, dirigindo o destino dos douradenses, como Prefeito Municipal, durante vinte anos, reconhecimento este prestado na gestão do Prefeito Dr. José Buzá.





Alfredo Augusto de Araújo, natural de Rivadávia, Espanha, onde nasceu a 31 de agosto de 1864 e faleceu em Marília, neste Estado, em 12 de agosto de 1951. Era filho de Marcial Avelino de Araújo e de Josefa de Araújo, vindo para o Brasil com apenas 13 anos. Foi casado com Inocência Carvalho de Araújo, e de sujo consórcio teve os seguintes filhos: Alfredo de Carvalho Araújo, caixa-pagador da Estrada de Ferro Douradense por muitos anos, casado com Dona Carlina Ramalho de Araújo, que lecionava no Grupo Escolar de Dourado; Romeu Araújo e Raul Roque de Araújo.



Tendo fixado residência aqui em Dourado por volta de 1901, adquirindo divesos imóveis nos altos da cidade, na confluência das atuais Ruas Dr. Marques Ferreira e Dr. Francisco Borja Cardoso, ficando conhecida aquela localidade de “Vila Araújo”. Sempre foi um benemérito, um filantropo e tendo organizado por volta de 1902, o Centro Literário e Recreativo de Dourado.

Como homem de negócios e de visão comercial instituiu a Companhia Agrícola de Dourado (1902); Casa Araújo, livraria, papelaria e comércio em geral (onde hoje é a Cooperativa); O Jornal “O Popular”, de 1912 à 1925 e o Banco de Custeio Rural de Dourado. Em sua vida pública encontramos grande folha de serviços prestados ao nosso município, com destacada atuação como Prefeito Municipal durante vinte anos (1906 à 1926), período este de grande desenvolvimento urbano, com realizações de obras que marcaram sua passagem pela Prefeitura, tais como: Matadouro Municipal, água encanada, serviços de eletricidade e iluminação pública, Grupo Escolar, telefone etc.



Homenageado em 19/05/1951 com a inclusão de seu retrato na galeria dos homens ilustres, na Câmara Municipal, que tiveram participação no desenvolvimento e progresso de nossa cidade, por motivos de saúde já debilitada não pode comparecer, residia em Marília, externou, então, seus agradecimentos que reproduzimos aqui em um pequeno trecho retirado de sua carta: “Ao receber a comunicação que homenagens serão prestadas ao meu modesto nome, com a colocação do meu retrato em grandes figuras que muito mais do que este modesto mortal, tem direito muito mais adquiridos pelos seus inolvidáveis serviços e feitos em pról da progressista Dourado, sinto-me verdadeiramente sensibilizado pela honra que me concedem”. Seu falecimento transcorreu-se três meses depois, em 12 de agosto de 1951.
Arquivo e Pesquisa: Casa dos Papéis – Rua Cel. Francisco M. Bonilha, 270.

Nota: Atualmente, (06/02/2017),a Praça Alfredo Araújo tornou-se sede da Câmara Municipal.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Rua Barão do Rio Branco



Conheça nossas ruas e a origem dos seus nomes:
"Rua Barão do Rio Branco”
Jornal “O Dourado” (20 de agosto de 1999)

A rua que invocamos hoje tem uma particularidade, ela tem seu início no córrego do Dourado, entrada do Jardim Central, e termina no córrego Bento Correa dos Reis, ponte que dá acesso a estrada municipal do “Jacaré”, só por estes dois motivos notamos que é uma via pública de um certo movimento e importância.







Mas ela tem muito mais que isso, lá estão situadas: a Associação da criança de Dourado – Casa de Saúde Santa Emília, a Casa Paroquial e seus anexos, o Parque Infantil Maria do Carmo Balestero Gutierre, algumas casas comerciais, sem não nos esquecermos de uma pessoa de grande simpatia da cidade, que é o “Irineu Jardim” e seu inseparável carrinho com papelão. Outrora, esta rua também tinha importância no cenário municipal, eram ali que estavam situadas: a antiga Igreja Matriz (Casa Paroquial), o grande armazém do Cezário Maluf (hospital), o Cartório de Registro Civil (na esquina com a Coronel Francisco Martins Bonilha), além de ser a via de ligação de Dourado à Bocaina, de muita importância na época.






A sua primeira denominação oficial, foi “Rua nº 2”, de acordo com a Lei Municipal nº 4, de 24 de dezembro de 1887, por inciativa do vereador e Intendente Maximiliano de Oliveira Sampaio.

Depois, em 05 de fevereiro de 1904, por força da Lei Municipal nº 9, na intendência do Capitão Calmélio Caldas, passou a denominar-se “Rua Barão do Rio Branco”.


José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, nasceu em 20 de abril de 1845, no Rio de Janeiro, e ali morreu a 9 de fevereiro de 1912. Historiador, diplomata e estadista brasileiro, professor, advogado, deputado, jornalista e Ministro várias vezes.

Era filho do Vinconde do Rio Branco. Bacharelou-se em Direito em 1866 pela Faculdade do Recife. Membro do Instituo Histórico e Geográfico Brasileiro, regeu a cadeira de Geografia e História no Imperial Colégio de Dom Pedro II. Em 1869, elegeu-se deputado geral por Mato Grosso. Inicia-se nesta época, na carreira diplomática. Foi um dos fundadores do jornal “A Nação”, que defendia a Abolição da Escravatura. Em 1876, foi nomeado Consul Geral em Liverpool. Após a Proclamação da República, é nomeado superintendente de imigração, cargo que ocupou até 1893.


Em 1880, com a morte de seu pai, é nomeado conselheiro da Coroa pelo Imperador e Comendador da Ordem da Rosa. A princesa Isabel é quem o agracia em 1888, com o título de Barão do Rio Branco. Em 1894, é nomeado ministro plenipotenciário e viaja para os Estados Unidos para resolver a questão das Palmas com a Argentina.

Foi ministro junto ao governo alemão, e a partir do governo de Rodrigues Alves, assumiu a Pasta das Relações Exteriores, nela permanecendo até sua morte, em 1912. Resolveu inúmeras questões internacionais, como o Tratado de Petrópolis (1903), os limites com as Guianas Holandesa e Francesa, a Colombia e o Peru. No fim de sua vida foi nomeado presidente perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Escreveu várias obras históricas de insdiscutível valor: “Episódios da Guerra do Prata”, “A Guerra da Tríplice Aliança”, “História da Guera do Paraguai”, etc.

Arquivo e pesquisa: Casa dos Papéis – Rua Cel. Francisco Martins Bonilha, nº 270 – Dourado.

Ver também:


História Política – Depoimento Dona Cecília Braga:

Companhia Douradense – Estrada de Ferro do Dourado: