terça-feira, 9 de novembro de 2010

NITO BUENO - Homenagem.

O centenário de NITO BUENO, o craque dos Ferroviários. 


Antonio Bueno, o Nito, nasceu em 10-11-1910, em Rio Claro, mas adotou Dourado, como a cidade de seu coração.

No início da década de 30 trabalhava, ainda muito jovem, como sapateiro, para ajudar sua mãe viúva e seus irmãos menores. Como se destacava como artilheiro no Velo Clube, de Rio Claro, foi procurado e trazido para Dourado pelos diretores da Cia. Estrada de Ferro do Dourado, que na época possuía uma das melhores equipes de futebol da região, e começou a trabalhar nas oficinas da Douradense.

O time dos ferroviários contava com ótimos jogadores, tais como Pitanga, Balde, Melão e ficou famoso na região, principalmente por seus atacantes, destacando-se os dois pontas, NITO, pela direita, rápido como um corisco e com potente chute de pé direito, verdadeiro artilheiro e com Renato Bonetti, o GRILO, pela esquerda, este um driblador infernal.

Por ocasião da inauguração da iluminação do campo de futebol, cujas torres eram feitas com trilhos, a equipe douradense venceu Bocaina, por três a zero, sendo que o primeiro gol foi feito por Nito, num chute rasteiro, fora da área, sendo que ninguém vibrou e somente tinham visto que a bola havia entrado, quando o goleiro foi buscá-la nos fundos da rede, pois estava muito escuro. A iluminação, ao que parece, não era muito boa, e posteriormente as torres foram vendidas para a Portuguesa Santista.

Em outra ocasião, Nito chegou atrasado ao serviço e teve o dia descontado. Porém, no domingo seguinte, o time jogou contra o XV de Jaú e venceu por 2 a 0, ambos os gols feitos por Nito. Diante disso, o Sr. Oliveira, superintendente da Douradense, não descontou nada do salário de Nito e ainda o presenteou com um terno (naquela época todo mundo usava terno).

Em 1932 NITO foi como voluntário participar da Revolução Constitucionalista, integrando o Batalhão Raposo Tavares , de Campinas, onde lutou pelo Estado de São Paulo, na divisa com Minas Gerais.

Em 1934 casou-se com Maria Molero (Mariquita), douradense, filha de imigrantes espanhóis, com quem teve quatro filhos: Miltes e Martinho (já falecidos), Milton e Mauro.

Nito permaneceu em Dourado até seu falecimento, em 20 de setembro de 1973, com 62 anos de idade.
Fica aqui esta pequena homenagem a este que foi um homem simples e trabalhador, de seus filhos, noras, genro e netos, por ocasião do centenário de seu nascimento.


Congratulações ao amigo Milton Bueno por ajudar a divulgar a memória histórica da cidade de Dourado.



Carteira Profissional do Ferroviário Antonio Bueno (Nito), que trabalhou nas oficinas da Cia. Estradas de Ferro do Dourado, onde se aposentou, na função de Serrador.






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