quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dourado em Clima de Natal.



O Natal em Dourado aparece em decorações que deixam a cidade mais iluminada. Tempo que nos faz cultivar novos sonhos, rever o que fizemos e ainda não desistir da caminhada que nos espera num próximo ano de esperança e expectativa de momentos melhores em nossas vidas.

Ao aproximar-se o Natal, é comum se ouvir a expressão "espírito natalino". Não sei bem o que esta expressão significa, mas parece apontar para um sentimento de bondade um tanto genérica, para um ar festivo recheado de presentes e de consumo, para o encontro festivo de familiares e parentes, para gestos episódicos de sensibilidade para com o próximo carente. Até pessoas que não reconhecem particular valor no nascimento de Jesus de Nazaré entram no "espírito natalino" e dele participam!

Celebrar o Natal é celebrar com otimismo o fato de sermos seres humanos. É assumir o viver humano com um viver no qual é possível fazer uma história grande e nobre, divina. Este otimismo embutido no Natal talvez explique uma face surpreendente: a alegria, uma alegria generalizada que contamina a todos, que podemos definir como espírito natalino!

Por isso, "espírito natalino", para nós cristãos, é sempre uma busca, um se dispor novo ao encontro com Jesus Cristo e com seu santo Evangelho, encontro capaz de transformar aos poucos nossa existência, tornando-a de fato fonte mais capaz de bondade real e inteligente, mais atenta e sensível aos outros, mais sobriamente alegre e jovial.

Independente da sua crença, nacionalidade, estado, raça ou religião: “Viva um Feliz Natal”.



Decorações Natalinas em Dourado.

(Clique nas imagens)





















































 




Ver também:











quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Lembranças da Cooperativa de Dourado.






Cooperativa dos Cafeicultores adaptada às mudanças.


Cooperativa em 1982.




Supermercado.




 
A Cooperativa dos Cafeicultores de Dourado nasceu no dia 26 de outubro de 1957, a partir da decisão de 20 produtores de café de Dourado. De lá para cá muita coisa mudou, mas a cooperativa manteve-se em atividade, diversificando sua atuação para fugir as mudanças que de quando em quando acontecem na produção agrícola brasileira.

A Cooperativa está até hoje com 51 funcionários diretos, atuando principalmente no setor de beneficiamento de algodão e na produção de derivados da mandioca.

O atual diretor-superintendente da Cooperativa, Edmar Monteiro explica que a sociedade encontrou fases distintas na história. No início, como o próprio nome da Cooperativa indica, o produto dominante era o café. Hoje a situação é diferente. Depois da crise do café, o produto acabou sendo praticamente erradicado de Dourado.

No auge do café a Cooperativa exportava diretamente o produto através da Cooperativa Central em São Paulo.
Mesmo com a crise do produto enquanto durou a ferrovia o café ainda foi cultivado em Dourado. Mas depois da desativação da Douradense, o café definitivamente decaiu na região.

O café de Dourado era de qualidade excelente, informa Edmar. Segundo ele o produto era o preferido pelos alemães. Nos anos de 85 e 86 a Cooperativa tentou incentivar o plantio do café novamente. Foi feito um canteiro de mudas que culminou com a venda de 180 mil pés para o plantio em fazendas de Dourado. Mas o cultivo não foi adiante, porque o preço que era bom no momento do plantio, acabou caindo e houve um desânimo dos agricultores para cuidar da lavoura, que acabou decaindo, conta Edmar.

Algodão.

Algodoeira em 1982.



Foto Algodoeira hoje.




Edmar conta que hoje em Dourado nem se considera mais o café como cultura do município. O cultivo do algodão é grande atualmente, seguido pelo leite e cereais. Tanto é assim que a Cooperativa hoje tem uma máquina de benefício de algodão, adquirida de um grupo de fazendeiros. Também fabrica farinha de mandioca com uma unidade no município de Ribeirão Bonito.

Possui silos para depósito de cereais, máquina para beneficiamento do café, máquina para arroz, moinho de fubá, misturador de ração, esmagadora de caroço de algodão (adquirida na época do ataque do bicudo para diversificar). Possui também a unidade de venda de insumos, ferragem e produtos veterinários. Além disso tudo, possui ainda um supermercado.

A Cooperativa dos Cafeicultores de Dourado tem atualmente 390 sócios. A atual diretoria é formada por: Paulo Heinz Von Haehling (Diretor Presidente); Edmar Monteiro (Diretor Superintendente); Luiz Fernando Cury (Diretor Gerente); João Eduardo de Souza Holl (Diretor Secretário); e Sérgio Almir Messi (suplente).

Informativo Municipal de 19 de Maio de 1990 – Página 07.

Memória: Funcionários da Cooperativa dos Cafeicultores de Dourado - 1995.

Foto: Blog do Ronco.

 

Ver também:


Quem foi o Senador José Botelho.


Nito Bueno – o craque dos Ferroviários.


Os Carneiros e a Estrela.


Dourado em 3 décadas (anos 40, 50 e 60).


Banda Marcial de Dourado.


A Fauna e a Flora em Dourado.


Homenagem aos Imigrantes.


Dourado em 2 tempos.


Cartas de Germano Agnelli.




quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dona Cecília: preocupação com a história.



Informativo Municipal de 19 de Maio de 1990 – Página 07.

Ela é bisneta do Visconde do Rio Claro e prima do ex-presidente da República, Washington Luís.
Hoje com 82 anos residente em Dourado é uma incansável colecionadora de documentos que preservam a memória de sua família e paralelamente, assegure de uma época, de Dourado, e várias gerações. Enfim, esta mulher é Dona Cecília de Barros Pereira de Sousa Braga.

Dona Cecília de Sousa Braga nasceu em São Paulo, no dia 31 de julho de 1908, na casa do Barão de Piracicaba, localizada na rua Brigadeiro Tobias, 45. Ela é filha de Antonia que é casada com Everardo Pereira de Sousa. Antonia, a mãe, por sua vez é filha do Barão de Piracicaba (Raphael Tobias de Barros) e Maria Joaquina, que é filha do Visconde de Rio Claro.

Em São Paulo, Dona Cecília morou até os 7 anos, numa casa que poderia ser considerada um verdadeiro palácio. Eram 35 ou 40 quartos, ela não se lembra com certeza.
Na verdade era uma residência apropriada para os descendentes do Barão do Rio Claro. Dona Cecília conta que no período em que seu primo, Washington Luís, era presidente da República, ela esteve hospedada no palácio do governo, com sede no Rio de Janeiro, por vários meses.

Everardo Pereira de Sousa, pai de Dona Cecília, tinha propriedade rural na zona do Bananal, conta ela. Entretanto, as terras naquela localidade começaram a apresentar problemas de erosão no plantio do café e Everardo partiu para terras mais férteis, no interior do Estado. E veio parar em Dourado, onde se encontrava das melhores terras do Estado. E por aqui ficou com a família.

Como a época dos Barões acabou passando e os tempos são outros Dona Cecília adaptou-se a Dourado e hoje se preocupa em preservar a memória do que já passou. “Alguém tem que se preocupar com isso”, afirma ela, preocupada também em organizar parte da história de Dourado.

Autora do Livro “Evocação: usos e costumes nas antigas fazendas do Bananal”, atualmente esgotado, mas que deve ter nova edição dentro de pouco tempo, Dona Cecília além de ter recolhido farto material sobre Dourado, também já faz parte da história desta cidade.



Ver também:

Escritora Cecília Braga.


Rua Everardo Vallim Pereira de Sousa.


Os Carneiros e a Estrela.


Dourado: Início do Povoado.


Banda Marcial de Dourado.


Símbolos Municipais.


Praças de Dourado.


História Política.


Dourado em 2 tempos.


Fotos das Estações e Locomotivas da Douradense.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Quem foi o Senador José Botelho.


Informativo Municipal de 19 de Maio de 1990 – Página 07.

Pouca gente sabe com relativa profundidade quem foi o Senador Carlos José Botelho que dá o nome a Escola Estadual localizada no centro de Dourado. Homem de notável inteligência e disposição para o trabalho, o Senador Botelho exerceu várias atividades durante sua vida e embora não tenha nascido em Dourado, nem permanecido na cidade por longo período, dedicou a esta terra especial atenção.

Além de dar o nome a escola estadual, o Senador Botelho também foi o responsável por sua construção. Conforme lembra Cecília de Barros Pereira de Souza Braga que fez um levantamento sobre a biografia do Senador, ao passar por Dourado em determinada ocasião ele traçou com a própria bengala, no chão, a orientação para a construção da escola.

Cecília Braga tem um levantamento sobre a vida do Senador, trabalho facilitado por ter sido seu pai, Everardo Pereira de Souza muito amigo e auxiliar de Carlos José Botelho.

A VIDA.

As informações de Cecília de Souza Braga indicam que o Senador Carlos José Botelho nasceu em Piracicaba no dia 14 de maio de 1855. Depois de terminar os estudos primários em Itu, São Paulo e Rio de Janeiro foi concluir o curso em Montpellier, na França onde em 1880 obteve o título de Dr. em medicina. Conhecedor dos problemas hospitalares, ao regressar fundou em São Paulo no Brás na rua do Gasômetro o primeiro hospital clínico e cirúrgico particular conhecido na ocasião como (Casa de Saúde Dr. Botelho).

Foi o primeiro Diretor Clínico da Santa Casa de São Paulo e um dos fundadores da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo.
Foi vereador, senador, co-fundador da policlínica de São Paulo e sócio-fundador do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

DOURADO.

Carlos José Botelho foi o introdutor da cultura de arroz por irrigação, iniciador da seleção de gado de raça caracú e apuramento do tipo de cavalo de guerra. Muito ligado a agricultura abandonou a medicina para se dedicar a vida agrícola em São Carlos e Dourado.

Mas suas atividades não pararam aí. Em 1892 fundou o Jardim da Aclimação e o Zoológico de São Paulo, o primeiro posto zootécnico do Brasil, segundo levantamento feito por Cecília de Souza Braga.
Foi sócio fundador e presidente honorário da Sociedade Rural Brasileira. Também membro-titular da Academia de Ciências econômicas.

Foi Secretário da Agricultura Viação e Obras Públicas no Governo Jorge Tibiriçá (1904-1908). Incentivou a cultura do algodão, construiu a Escola de Agricultura de Piracicaba em terras doadas ao Estado por Luiz Antonio de Souza Queiroz. Organizou a primeira estatística Agrícola e Zootécnica do Estado e construiu os primeiros três Sílos de Forragem do tipo torre Americana no país. O primeiro sílo no posto zootécnico da Mooca; o segundo no Jardim da Aclimação, e o terceiro em sua fazenda em Dourado.

Iniciou o saneamento da cidade de Santos, eliminando os brejais e construindo os canais que desembocam no mar. Carlos José Botelho criou também os núcleos coloniais de Nova Odessa, Nova Europa, Nova Paulicéia, Corumbatá, Gavião Peixoto e Jorge Tibiriça. Morreu em 20 de março de 1947, aos 93 anos, em sua fazenda Santa Francisca do Lobo, em São Carlos.


Fotos Antigas do Grupo Escolar.







Ver também:


Senador Carlos José Botelho.


Grupo Escolar – 100 anos de história.


Os Carneiros e a Estrela


Douradenses.


Dourado: Fauna e Flora.


O Trabalho da APAE em Dourado


O Meio Ambiente em Dourado.


As Escolas de Dourado.


A Tradicional Festa de São João Batista.


Uma Passagem no Tempo – A História da Douradense.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

NITO BUENO - Homenagem.

O centenário de NITO BUENO, o craque dos Ferroviários. 


Antonio Bueno, o Nito, nasceu em 10-11-1910, em Rio Claro, mas adotou Dourado, como a cidade de seu coração.

No início da década de 30 trabalhava, ainda muito jovem, como sapateiro, para ajudar sua mãe viúva e seus irmãos menores. Como se destacava como artilheiro no Velo Clube, de Rio Claro, foi procurado e trazido para Dourado pelos diretores da Cia. Estrada de Ferro do Dourado, que na época possuía uma das melhores equipes de futebol da região, e começou a trabalhar nas oficinas da Douradense.

O time dos ferroviários contava com ótimos jogadores, tais como Pitanga, Balde, Melão e ficou famoso na região, principalmente por seus atacantes, destacando-se os dois pontas, NITO, pela direita, rápido como um corisco e com potente chute de pé direito, verdadeiro artilheiro e com Renato Bonetti, o GRILO, pela esquerda, este um driblador infernal.

Por ocasião da inauguração da iluminação do campo de futebol, cujas torres eram feitas com trilhos, a equipe douradense venceu Bocaina, por três a zero, sendo que o primeiro gol foi feito por Nito, num chute rasteiro, fora da área, sendo que ninguém vibrou e somente tinham visto que a bola havia entrado, quando o goleiro foi buscá-la nos fundos da rede, pois estava muito escuro. A iluminação, ao que parece, não era muito boa, e posteriormente as torres foram vendidas para a Portuguesa Santista.

Em outra ocasião, Nito chegou atrasado ao serviço e teve o dia descontado. Porém, no domingo seguinte, o time jogou contra o XV de Jaú e venceu por 2 a 0, ambos os gols feitos por Nito. Diante disso, o Sr. Oliveira, superintendente da Douradense, não descontou nada do salário de Nito e ainda o presenteou com um terno (naquela época todo mundo usava terno).

Em 1932 NITO foi como voluntário participar da Revolução Constitucionalista, integrando o Batalhão Raposo Tavares , de Campinas, onde lutou pelo Estado de São Paulo, na divisa com Minas Gerais.

Em 1934 casou-se com Maria Molero (Mariquita), douradense, filha de imigrantes espanhóis, com quem teve quatro filhos: Miltes e Martinho (já falecidos), Milton e Mauro.

Nito permaneceu em Dourado até seu falecimento, em 20 de setembro de 1973, com 62 anos de idade.
Fica aqui esta pequena homenagem a este que foi um homem simples e trabalhador, de seus filhos, noras, genro e netos, por ocasião do centenário de seu nascimento.


Congratulações ao amigo Milton Bueno por ajudar a divulgar a memória histórica da cidade de Dourado.



Carteira Profissional do Ferroviário Antonio Bueno (Nito), que trabalhou nas oficinas da Cia. Estradas de Ferro do Dourado, onde se aposentou, na função de Serrador.






Ver também:











quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Banda Marcial de Dourado.



Banda Marcial Fica em quarto em concurso
disputado na cidade de Caieiras.




A Banda Marcial de Dourado participou da 21ª edição do Concurso de Bandas e Fanfarras da cidade de Caieiras, ocorrido entre os dias 16 e 17 de outubro, durante a Semana Cultural. Maestro Professor Zilton Bicudo.

O grupo douradense disputou o concurso na categoria infanto-juvenil e conquistou o quarto lugar. A diretora de Cultura da Prefeitura, Ana Célia Gurgel disse que a competição exigiu bastante técnica dos integrantes da banda.

Os jurados avaliaram quesitos como uniforme, instrumentos, evolução, sonoridade entre outros. “Cada detalhe fez a diferença e a Banda Marcial de Dourado representou bem nossa cidade”, disse a diretora.

A Prefeitura, por meio do Departamento de Cultura, procura manter a agenda da Banda com várias apresentações marcadas.

Recentemente, os integrantes da Banda também se apresentaram em várias cidades – Cristais Paulista, Piracaia, Dois Córregos e Ipaussu.

Foto Ipaussu.





Regida pelo maestro Ronaldo Nunes, a Banda Marcial de Dourado ensaia três vezes por semana, de acordo com a agenda de apresentações. Hoje é formada por 40 estudantes. Trata-se de uma iniciativa resgatada pelo prefeito Edmur Pereira Buzzá que está dando certo.

Além de ser uma atividade saudável para nossos estudantes, a Banda representa a volta do orgulho douradense em nossa cidade, resgata a auto-estima ao mesmo tempo em que divulga positivamente Dourado em várias regiões do Estado”, comentou.

Jornal da Cidade – Edição 10 – Ano I – Outubro de 2010 (página 7).
redacao.jc@hotmail.com

Apresentação em Caieiras.





Desfile Cívico - 113 anos de Dourado.




Em [04/07/09] Banda Marcial conquista quinto lugar em campeonato em Atibaia


Novata, Banda Marcial de Dourado faz bonito no campeonato estadual em Atibaia

Foto Banda Marcial.





O resultado foi uma surpresa geral. A Banda Marcial de Dourado fez uma apresentação em grande estilo, durante o Campeonato Estadual de Fanfarras e Bandas, realizado em Atibaia, em comemoração aos 344 anos da estância turística.

Das sete bandas que competiam na mesma categoria, os representantes de Dourado fizeram bonito ao conquistarem o quinto lugar. Vale dizer que a Banda Marcial de Dourado era a mais jovem entre as sete. O evento ocorreu no dia 28 de junho passado.

A notícia repercutiu no gabinete do Prefeito Dr. Edmur Pereira Buzzá. Ele ficou muito contente pela participação. “O mais importante é o envolvimento e a dedicação dos integrantes da Banda Marcial de Dourado. O resultado é conseqüência. Estou certo de que esse é o primeiro de muitos outros que virão. Todos estão de parabéns”, afirmou Dr. Edmur.

A Diretora do Departamento de Cultura Ana Célia Gurgel afirmou que o trabalho para a participação do campeonato incluiu até em encontro com os pais dos integrantes.

Antes de participar do campeonato, fizemos uma reunião com os pais e integrantes da banda, numa tentativa de conter a ansiedade de todos”, afirmou Ana Célia Gurgel, Diretora do Departamento de Cultura da Prefeitura.

A intenção foi explicar que a participação tinha como objetivo único e exclusivo o aprendizado. Era para ganhar experiência”, acrescenta. Ela afirma que essa conversa foi importante porque deixou todos os integrantes da banda mais a vontade para o campeonato, sem a pressão ou responsabilidade de ficar entre os primeiros.

Mesmo assim, Ana é uma das que comemoraram. “Foi surpreendente. Não esperávamos”, resume.
A Banda Marcial de Dourado conta com um total de 38 integrantes, entre 29 músicos e 9 pessoas na comissão de frente. É regida pelo maestro Ronaldo Aparecido Lopes.


Foto Banda.




Fonte de Pesquisa: http://www.dourado.sp.gov.br



Foto:
1ª Banda “fanfarra” do Salles Jr formada em 1960.





Ver também:




Os Carneiros e a Estrela




















quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Informativo Dourado


Informativo Municipal de 19 de Maio de 1990 – Página 13.






Companhia Estrada de Ferro Douradense.

Um trabalho elaborado por Alberto Henrique Del Bianco para a Revista Brasileira de Ferreomodelismo trata especificamente da Companhia Estrada de Ferro do Dourado.
Com base nesse trabalho, várias informações podem ser feitas sobre a ferrovia que deu grande impulso ao desenvolvimento da cidade no início do século quando o café era um produto altamente rentável para o Brasil.
Dourado tornou-se município em 1897. Portanto a construção da Ferrovia CD (Companhia Douradense, como era também chamada) está intimamente ligada à história da cidade, já que o Decreto concedendo licença para a construção e exploração de uma estrada de ferro de Ribeirão Bonito a Dourado é de 2 de dezembro de 1898. Ou seja, o decreto, de número 622, autorizava Cyro Marcondes de Rezende a construir a estrada de ferro e datava de um ano e sete meses depois da elevação de Dourado a município.
Logo após a aprovação dos estudos necessários a linha Douradense começou a ser construída. Esses estudos preliminares foram concluídos em 7 de agosto de 1899. A bitola (distância de uma roda a outra, distância entre-eixos) escolhida na ocasião foi de 60 centímetros. No início deste século, há praticamente noventa anos, começou a abertura dos primeiros 10 quilômetros.
Isso aconteceu a partir de outubro de 1890, saindo de Ribeirão Bonito, onde havia a estação final da companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF).
Esse primeiro trecho de 10 quilômetros ligava Ribeirão Bonito a Ferraz Sales e era, como já foi explicado há pouco, bitola de 60 centímetros.
Em dezembro do ano de 1900 a construção da ferrovia teve prosseguimento e um trecho de mais de 10 quilômetros foi implantado, desta vez chegando até Dourado. Mas o prolongamento da linha não parou por ai e, em maio de 1903 foi inaugurado o segmento até Boa Esperança do Sul. Três anos depois, em 20 de agosto de 1906, foi inaugurado o trecho de 17 quilômetros ligando Boa Esperança do Sul até Ponte Alta.
Até 1906 a extensão total da ferrovia, segundo ainda os dados organizados por Del Bianco, atingia 59 quilômetros, com bitola de 60 centímetros. Nesse período existiam cinco estações: Ribeirão Bonito, Ferra Sales, Dourado, Santa Clara e Trabijú (estas construídas em 1903 e 1906 respectivamente).
Já em 1910 a extensão da ferrovia havia se alterado bastante. As linhas já alcançavam 206 quilômetros, ainda com bitola de 60 centímetros. O traçado já atingia Ibitinga e Bariri. Portanto, o trecho Ribeirão Bonito Trabijú-Ibitinga tinha uma extensão de 121 quilômetros. O trecho Trabijú Bariri era menor, chegando a 85 quilômetros.









Dourado Excluída.
A cidade de Dourado acabou sendo excluída do trecho principal da ferrovia que levava o seu nome, embora não tinha deixado de ter sido servida pela estrada. E que no dia 25 de setembro de 1908 o governo autorizou, através do decreto número 1667, o alargamento da bitola entre Ribeirão Bonito e Trabijú. Ao passar a bitola de 60 centímetros para 1 metro de largura, o traçado da ferrovia também foi modificado. A justificativa encontrada para isso pela pesquisa de Del Bianco é que o traçado primitivo era bastante acidentado.
Se o traçado era acidentado para manter o percurso original, Dourado tinha que ser mantida ao menos por causa das grandes oficinas da Douradense localizadas na cidade. Por isso, a linha principal na ocasião passou a seguir de Ribeirão Bonito para Trabijú, seguindo para Boa Esperança, Java e seguindo adiante. Dourado passou a ser servida por um ramal, que partia de Trabijú e terminava em Dourado.
Mais adiante um pouco no tempo, em 1913, foi concluído o ramal Jaú-Dourado, com extensão de 40 quilômetros e passando por locais como Pacheco, Bico da Pedra e Posto Rangel. Ainda em referência a linha principal a estrada de ferro ligava cidades como Nova Europa, Tabatinga, Ibitinga, Borborema, Porto Ferrão até Novo Horizonte.
A extensão total da ferrovia Douradense em bitola métrica chegou a 351 quilômetros.



Funcionários da Douradense.






Espetáculo da ferrovia.
Quando elaborou seu estudo a respeito da Companhia Estrada de Ferro do Dourado, Alberto Henrique Del Bianco utilizou-se de várias fontes de informação, entre elas o depoimento de ex-funcionários da ferrovia, especialmente do maquinista Fortes. E das informações dessas pessoas foi possível reconstruir importantes momentos da história da Douradense.
O caso da ferrovia existente entre Nova Europa e Curupá. Essa estrada pertencia a Fazenda Itaquerê e era destinada ao transporte de cana para a Usina Santa Fé e sacos de açúcar para Curupá (fica no Município de Tabatinga).
Em Curupá ficava a estação da Estrada de Ferro Araraquara (EFA), parte do ramal Silvania-Tabatinga.
O que de fato chamou a atenção de Del Bianco no relato do ex-maquinista da Douradense foi o fato de haver um cruzamento de três níveis para os trêns, o que foi classificado de “espetacular” pelo próprio Del Bianco. Existiam, na verdade, duas ferrovias e uma rodovia que se entrecruzavam num determinado ponto.
A situação ficava assim: na parte mais baixa passava a ferrovia Itaquerê, pertencente a fazenda, no meio a ferrovia Douradense; e no nível mais alto uma estrada de rodagem entre Araraquara e Ibitinga.



Passe.





Vídeo ferreomodelismo:




Trêns Frateschi:

http://www.youtube.com/user/TrensFrateschi?gl=BR


Ver Também:

Ferrovia Douradense.


Fotos Estações e Locomotivas:



História da Construção da Cia. Douradense das Estradas de Ferro.


Memória Histórica.


Dourado em 2 tempos:



Festa de Nossa Senhora Aparecida 2010.



Os Carneiros e a Estrela.



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Praças de Dourado.


A Praça do Bocha iniciou uma recuperação em 03 de julho de 2006 e teve o empenho dos moradores do Bairro Jardim Primavera.

 
Também representa uma prova de que a comunidade pode valorizar e manter os espaços públicos. O Departamento de Obras da Prefeitura disponibilizou material para a reforma e os moradores entraram com a mão-de-obra.
A Praça teve novos bancos, que foram comprados por meio da participação de dez doadores. Cada banco de madeira tem o nome do doador entalhado. O pedreiro foi contratado pela comunidade. A reforma conta hoje com postes, fiação e calçadas novas. Uma nova caixa d’ água foi instalada na Praça pela Prefeitura, substituindo a antiga que havia sido destruída por conta de um temporal.
 





É possível reformar, construir ou assumir a manutenção de uma praça. Assim como o pessoal que vive no Jardim Primavera, outros bairros já estão interessados em participar da iniciativa.

Essa também é uma forma de acabar com o vandalismo que prejudica a manutenção dos espaços públicos da cidade.

O espaço de lazer e descanso para muitos douradenses também foi reconhecido em 18 de maio de 2007, pela Lei Nº 1.147 da Administração do Prefeito Dr. Edmur Pereira Buzzá, “Praça Newton Romano Alves Costa – Tuta”. Adjacente ao Campo de Bocha, que por sua vez confronta com a Rua Elias Maluf, esquina com as Ruas Elpídio Ferreira e Dr. Luiz Antonio Ferreira Malheiro.


Tuta, como era conhecido pelos amigos, foi vereador em 1988, obteve 161 votos, 3.95%, quarto mais votado.
Em 1992 obteve 109 votos, 2.29% foi o segundo mais votado.
Em 1996 obteve 111 votos, 2.2%. (9ª).

Consultas site: http://www.seade.gov.br

Em 2000 obteve 218 votos, foi o candidato mais votado, 4,08%.

Site de Consulta: http://www.tse.gov.br/
Fonte de Pesquisa: http://www.dourado.sp.gov.br/
A pessoa, o amigo Tuta, é mais lembrado até hoje, pela atenção às pessoas mais carentes. Principalmente quando precisavam de uma cirurgia, um atendimento médico especializado ele não media esforços. Buscava nos hospitais da região, como o Amaral Carvalho de Jaú e o Centro de Especialidades de São Carlos o recurso necessário. Faleceu em 12 de agosto de 2003 devido a problemas de saúde. Justa homenagem feita ao amigo douradense.


Colaboração: José Miguel Demeti.
Casa dos Papéis – Rua Cel. Francisco Martins Bonilha, Nº 270


 
 
 Fotos da Praça.




Clique na Imagem.







Ver também:


Os Carneiros e a Estrela

http://douradocidadeonline.blogspot.com/2010/10/parte-final-os-carneiros-e-estrela-por.html


Douradenses.
http://douradocidadeonline.blogspot.com/2010/10/douradenses.html


Dourado: Fauna e Flora.
http://douradocidadeonline.blogspot.com/2010/09/dourado-fauna-e-flora.html


O Trabalho da APAE em Dourado
http://douradocidadeonline.blogspot.com/2010/09/o-trabalho-da-apae-em-dourado.html


O Meio Ambiente em Dourado.

http://douradocidadeonline.blogspot.com/2010/07/o-rio-jacare-meio-ambiente-dourado.html


As Escolas de Dourado.
http://douradocidadeonline.blogspot.com/2010/07/as-escolas-de-dourado-e-o-meio-ambiente.html


A Tradicional Festa de São João Batista.
http://douradocidadeonline.blogspot.com/2010/07/procissao-de-sao-joao-batista-dourado.html


Uma Passagem no Tempo – A História da Douradense.
http://douradocidadeonline.blogspot.com/2008/07/cia-estrada-de-ferro-do-dourado.html